CANABIDIOL COMO TERAPIA ADJUVANTE NA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E PERSPECTIVAS FUTURAS

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Resumo

Introdução: A depressão afeta 280 milhões de pessoas globalmente, sendo uma das principais causas de incapacidade. Cerca de 30% dos casos evoluem para depressão resistente, demandando terapias alternativas. O uso de fitocanabinoides, como CBD e THC, tem ganhado atenção, mas persistem incertezas sobre eficácia e segurança. Métodos: Revisão narrativa nas bases PubMed, Scopus, SciELO e Google Scholar (2010-2024), com critérios de inclusão baseados em relevância e rigor metodológico. Resultados: O CBD modula indiretamente o sistema endocanabinoide, atuando em receptores 5-HT1A e TRPV1, com evidências pré-clínicas e clínicas limitadas de efeitos antidepressivos e ansiolíticos. Estudos apontam melhora em humor e sono na depressão resistente, com baixo risco de efeitos adversos (fadiga, diarreia). O THC exibe efeito dose-dependente: doses baixas podem ter ação ansiolítica, mas altas doses elevam riscos de psicose, dependência (9% dos usuários) e efeitos cardiovasculares. Entidades como a ABP contraindicam seu uso em psicoses. Conclusões: O CBD é promissor para depressão e comorbidades, mas ensaios clínicos robustos são necessários. O THC requer cautela extrema. O uso deve ser criterioso, individualizado e regulamentado, com monitoramento contínuo e base em evidências científicas.

Referências

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Publicado

2026-01-27

Como Citar

DANTAS, J. M. R., Dantas, E. M. G. L., & Martins, J. L. R. (2026). CANABIDIOL COMO TERAPIA ADJUVANTE NA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E PERSPECTIVAS FUTURAS. CIPEEX. Recuperado de https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/CIPEEX/article/view/13629

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RESUMO EXPANDIDO "SAÚDE" - acadêmico/público geral - 2025