TREINAMENTO DE RESISTÊNCIA É EFICAZ PARA AUMENTAR O BDNF NA PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA? UMA REVISÃO SISTEMÁTICA ATUALIZADA DE INTERVENÇÕES ISOLADAS
Palavras-chave:
Esclerose Múltipla, BDNF, Treinamento resistido, força muscularResumo
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurodegenerativa crônica que compromete a funcionalidade neurológica e está associada à redução de fatores neurotróficos como o BDNF, essenciais para a plasticidade e sobrevivência neuronal. Este estudo realizou uma revisão sistemática com o objetivo de investigar os efeitos do treinamento resistido (TR) isolado sobre os níveis periféricos de BDNF em pacientes com EM. A busca foi conduzida nas bases PubMed, Scielo, Web of Science e Cochrane, sem restrição de idioma ou data, até agosto de 2025, seguindo as recomendações PRISMA. Foram incluídos quatro estudos, três ensaios clínicos randomizados e um ensaio controlado não randomizado, envolvendo 112 participantes, majoritariamente mulheres com EM remitente-recorrente. Os protocolos variaram de 8 a 16 semanas, com intensidades de leves a elevadas. Dois estudos observaram aumento significativo do BDNF após intervenções de intensidade leve a moderada, enquanto os demais não relataram alterações relevantes. A análise da qualidade da evidência (GRADE) classificou os achados como de baixa a moderada certeza, principalmente devido ao tamanho reduzido das amostras, heterogeneidade metodológica e risco de viés. Conclui-se que o TR pode representar uma estratégia promissora e segura para a modulação neurotrófica em pacientes com EM, entretanto, os resultados permanecem inconclusivos, reforçando a necessidade de estudos mais robustos para elucidar seu real impacto sobre o BDNF.
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