ANÁLISE SOBRE A INCLUSÃO DA NEURODIVERGÊNCIA NO AMBIENTE DA EDUCAÇÃO MÉDICA

Autores

  • Agna Freitas de Oliveira Unievangélica
  • Anelise Linhares Montes Bernardes
  • Gerley Adriano Miranda Cruz
  • Maria Carolina Mota Mendes
  • Jalsi Tacon Arruda

Palavras-chave:

education, neurodiversity, performance, school

Resumo

Introdução: estudantes neurodivergentes, como aqueles com TEA, TDAH ou dislexia, enfrentam desafios significativos no ensino médico, desde barreiras de aprendizagem até estigmas institucionais. Apesar dos avanços na compreensão das neurodiversidades, ainda há escassez de políticas educacionais adaptadas a realidade desses discentes. Objetivo: identificar e agrupar alunos neurodivergentes com características homogêneas no curso de medicina, promovendo visibilidade as suas dificuldades e contribuindo para práticas educacionais inclusivas. Método: para a realização deste estudo, foram consultadas publicações científicas nacionais e internacionais que abordam a presença e os desafios enfrentados por estudantes neurodivergentes no curso de medicina. Ademais, foi considerado critérios como: disponibilidade do texto completo, relevância para o tema, atualidade (últimos 10 anos) e publicação em português, inglês ou espanhol. Foram analisados trabalhos publicados entre 2014 e 2024, selecionados nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Os critérios de inclusão foram: textos completos, disponíveis em português, inglês ou espanhol, e com dados relevantes sobre estudantes neurodivergentes no curso de medicina. Os descritores utilizados foram “neurodivergent”, “learning disorder” e “students”, combinados com os operadores booleanos AND e OR. Resultados: A análise dos artigos permitiu agrupar os dados em cinco categorias principais: (1) Neurodiversidade e saúde mental; (2) Acessibilidade no ensino e no trabalho; (3) Estigma e percepções culturais; (4) Aspectos de aprendizado; e (5) Mecanismos interventivos. Conclusão: evidenciaram-se altos índices de depressão e ansiedade entre estudantes e médicos neurodivergentes, dificuldades acadêmicas persistentes, ausência de suporte institucional e escassez de formação para lidar com pacientes neurodivergentes. Dessa forma, estratégias como uso de tecnologias assistivas, adaptação curricular e apoio psicológico mostraram eficazes e reforçam a urgência de políticas inclusivas e novas pesquisas para garantir equidade no ensino médico.

Palavras-chave: Neurodivergências; Educação Médica; Inclusão Educacional.

Referências

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Publicado

2026-01-27

Como Citar

Freitas de Oliveira, A., Linhares Montes Bernardes, A., Adriano Miranda Cruz, G., Carolina Mota Mendes, M., & Tacon Arruda, J. (2026). ANÁLISE SOBRE A INCLUSÃO DA NEURODIVERGÊNCIA NO AMBIENTE DA EDUCAÇÃO MÉDICA. CIPEEX. Recuperado de https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/CIPEEX/article/view/12763

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