FACETAS DENTÁRIAS EM RESINA COMPOSTA: PRINCIPAIS FALHAS E FATORES RELACIONADOS À LONGEVIDADE CLÍNICA
Resina
Palavras-chave:
DENTÍSTICA RESTAURADORA; RESINA MONOCROMÁTICA; EFEITO CAMALEÃO.Resumo
Introdução: A crescente valorização estética do sorriso tem aumentado significativamente a procura por facetas dentárias em resina composta, principalmente devido à sua característica conservadora, menor custo e possibilidade de realização em sessão única. Apesar das vantagens estéticas e funcionais, diversos fatores podem comprometer a longevidade clínica dessas restaurações, como falhas adesivas, rugosidade superficial, desgaste do material, infiltração marginal e hábitos inadequados dos pacientes. Além disso, problemas relacionados ao planejamento inadequado e à execução incorreta da técnica podem resultar em alterações periodontais, acúmulo de biofilme e redução da durabilidade clínica das facetas. Objetivo: Observar os principais fatores que comprometem a longevidade clínica das facetas diretas em resina composta, destacando falhas técnicas, biológicas e relacionadas aos materiais restauradores. Métodos: Consiste em uma revisão narrativa da literatura baseada na análise de artigos científicos relacionados às facetas dentárias e às falhas que impactam sua durabilidade clínica. Foram utilizados estudos publicados nas bases de dados PubMed, SciELO e Lilacs, abordando aspectos relacionados à adesão ao esmalte e dentina, fotopolimerização, rugosidade superficial, protocolos adesivos e complicações periodontais associadas às facetas dentárias. Resultados e Discussão: Os achados na literatura demonstraram que a longevidade das facetas em resina composta depende diretamente da correta execução clínica, planejamento adequado e seleção criteriosa dos materiais restauradores. Falhas relacionadas à adesão, fotopolimerização insuficiente, acabamento e polimento inadequados favorecem infiltração marginal, alteração de cor, desgaste precoce, manchamento e formação de biofilme bacteriano. Além disso, superfícies rugosas aumentam significativamente a retenção bacteriana, dificultando a higienização e elevando o risco de inflamações gengivais, gengivite e periodontite. Os estudos também evidenciaram que hábitos parafuncionais, má higiene oral e ausência de acompanhamento clínico periódico podem comprometer ainda mais a durabilidade das restaurações. Observou-se que resinas nanoparticuladas apresentam melhores resultados clínicos devido à menor rugosidade superficial, maior resistência ao desgaste e melhor estabilidade estética ao longo do tempo. Conclusão: Contudo, o sucesso clínico das facetas diretas em resina composta depende da associação entre planejamento adequado, domínio técnico do cirurgião-dentista e correta seleção dos materiais utilizados. Dessa forma, o conhecimento dos fatores que comprometem a longevidade dessas restaurações é essencial para garantir resultados estéticos, funcionais e duradouros.Publicado
2026-05-16
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Seção
Resumos Simples