ODONTOLOGIA NO TRANSTORNO DO ESPECTRO (TEA): REVISÃO DA LITERATURA

Autores

  • Nataly Fernandes Centro Universitário Evangélico de Goianésia
  • Andressa Alves
  • Bárbara Carrijo
  • Giovana Galvão
  • Jullia Carrilho
  • Kamilly Gabrielly
  • Morgana Santana
  • Rafaela Biângulo
  • Tatiane Araújo

Palavras-chave:

Manejo odontológico, Capacitação profissional, Orientação, Saúde bucal

Resumo

Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por alterações no neurodesenvolvimento que afetam principalmente a comunicação, interação social e o comportamento, podendo apresentar padrões repetitivos e restritos de ações e interesses. Devido às dificuldades de comunicação e interação social, características do próprio TEA, muitos pacientes apresentam baixa colaboração durante o atendimento odontológico. A dificuldade em compreender orientações e se relacionar com outras pessoas pode comprometer a adesão ao tratamento, resultando em prejuízos à saúde bucal, conforme relatado em estudos da literatura científica. O atendimento odontológico de pacientes com TEA ainda apresenta limitações, principalmente pela dificuldade de acesso a profissionais capacitados para atender às necessidades específicas desses indivíduos. A saúde bucal possui grande importância para a saúde geral, pois alterações orais podem causar dor, desconforto e prejuízos funcionais, afetando diretamente a qualidade de vida e o bem-estar do paciente. Objetivos: Revisar a literatura sobre o atendimento odontológico a pacientes com Transtorno do Espectro Autista, destacando a saúde bucal, orientação aos cuidadores e capacitação profissional. Metodologia: Revisão de literatura através da busca bibliográfica nas bases de dados SciELO, PubMed e Google Acadêmico. Os artigos incluídos foram localizados utilizando os descritores “Saúde Bucal”, “Transtorno do Espectro Autista” e “Assistência Odontológica para Pessoas com Deficiência”, tanto em português quanto em inglês. Foram desconsiderados estudos que não apresentavam relação direta com o tema central desta pesquisa. Resultados e Discussões: Pessoas com TEA frequentemente apresentam maiores dificuldades no cuidado odontológico, principalmente devido à limitação na higiene oral, dificuldades motoras e comportamentais. Portanto, a literatura atual mostra a validade de se considerar o TEA como um indicador de risco mais influente associado a novas cáries em crianças com essa condição. Além disso, dificuldades de comunicação, comportamento e colaboração durante as consultas podem comprometer a prevenção e o tratamento odontológico. Considerações finais: O cirurgião dentista exerce papel fundamental na promoção da saúde bucal em crianças com TEA. Necessita ressaltar a relevância da orientação aos cuidadores sobre saúde bucal, realização periódica de consultas odontológicas, do acesso aos serviços de saúde e da qualificação dos profissionais para esse tipo de atendimento.

Publicado

2026-05-15