TRANSTORNOS DE ANSIEDADE E EVASÃO AO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO: ESTRATÉGIAS DE MANEJO CLÍNICO

Autores

  • Kélita Laine De Almeida Uniego

Palavras-chave:

Ansiedade, Odontofobia, manejo clínico

Resumo

Introdução: O início da odontologia no Brasil ocorreu de forma traumática, contribuindo para a ansiedade odontológica e a evasão ao tratamento dentário. O medo dos procedimentos compromete a saúde bucal e a qualidade de vida dos pacientes, tornando essenciais as estratégias de manejo clínico para reduzir a odontofobia e incentivar o atendimento odontológico. Objetivo: Este estudo revisa a literatura sobre ansiedade e fobia odontológica, abordando causas, impactos emocionais e formas de manejo clínico, destacando a importância de abordagens humanizadas para reduzir o medo e melhorar a adesão ao tratamento. Métodos: A metodologia baseou-se na revisão narrativa da literatura realizada nas bases Google Acadêmico, BVS, SciELO e PubMed, utilizando artigos publicados entre 2018 e 2025 com foco em ansiedade odontológica e manejo clínico. Resultados e Discussão: Os estudos demonstraram que a ansiedade e a fobia odontológica interferem diretamente na adesão ao tratamento, principalmente em procedimentos cirúrgicos, levando muitos pacientes a evitarem consultas e agravarem problemas bucais. Estratégias psicológicas, como comunicação empática, ambiente acolhedor e manejo comportamental, associadas a métodos farmacológicos, como sedação consciente e ansiolíticos, apresentaram maior eficácia na redução do medo e da ansiedade. Além disso, os autores destacam a importância de uma abordagem humanizada, individualizada e multidisciplinar para proporcionar maior conforto, segurança e melhores resultados no tratamento odontológico.Conclusão: O manejo adequado de paciente com ansiedade e fobia odontológica no consultório torna-se essencial para a adesão ao tratamento e a formação de uma relação de confiança entre o profissional e paciente. Desse modo, estratégias de manejo não farmacológicos são indispensáveis, todavia, quando essas não forem suficientes o uso de manejos farmacológicos podem ser considerados.

Publicado

2026-05-15