Clareamento Dental de Alta vs Baixa Concentração: Uma Análise das Evidências Atuais.

Autores

  • Beatriz Castro Lemes Faculdade Evangélica de Goianésia

Resumo

Introdução: O clareamento dental é um dos procedimentos estéticos mais demandados na clínica odontológica, sendo as técnicas caseira (com moldeira e gel de baixa concentração) e de consultório (com gel de alta concentração e ativação) as mais utilizadas. No entanto, a sensibilidade dentária pós-operatória ainda é a principal preocupação de pacientes e profissionais. Estudos recentes têm demonstrado que concentrações mais baixas podem oferecer resultados satisfatórios com menor desconforto. Diante disso, torna-se relevante comparar as evidências atuais sobre eficácia clareadora e ocorrência de sensibilidade entre as diferentes técnicas e concentrações. Objetivo: Comparar, por meio de uma revisão da literatura atual, a eficácia clareadora e a intensidade da sensibilidade dentária entre o clareamento caseiro e o de consultório, considerando diferentes concentrações dos agentes clareadores. Métodos: Revisão narrativa da literatura baseada em artigos PubMed publicados em 2025. Foram selecionados estudos que compararam concentrações de peróxido de carbamida (10% vs 20-22%) e peróxido de hidrogênio (6% vs 35%), além de estudos que confrontaram as técnicas caseira e consultório. Resultados e Discussão: No clareamento caseiro, a concentração mais baixa (10%) reduz em 67% o risco de sensibilidade em relação à mais alta (20-22%), com mesma eficácia. No consultório, a sensibilidade atingiu 74% dos pacientes com a concentração mais alta (35%) e 44% com a mais baixa (6%). O clareamento caseiro causou menos dor que o de consultório, porém o resultado estético final foi igual entre ambos. Conclusão: Ambas as técnicas são eficazes. Porém, o clareamento caseiro e as concentrações mais baixas (peróxido de carbamida 10% e peróxido de hidrogênio 6%) estão associados a menor intensidade e menor risco de sensibilidade dentária.

Publicado

2026-05-14