CIRURGIA ORTOGNÁTICA BIMAXILAR NO TRATAMENTO DA DEFORMIDADE DENTOFACIAL CLASSE III: RELATO DE CASO

Autores

  • Vítor Henrique Moreira Moreno FACEG
  • Uander de Castro Oliveira

Palavras-chave:

Cirurgia Ortognática, Prognatismo, Sistemas de Planejamento

Resumo

Introdução: As deformidades dentofaciais de Classe III, caracterizadas pela discrepância entre a maxila e a mandíbula, impactam severamente a estética e a função. Atualmente, o planejamento dessas correções prioriza não apenas a oclusão, mas a harmonia facial e a permeabilidade das vias aéreas superiores, utilizando ferramentas virtuais para maior previsibilidade. Objetivo: Relatar o tratamento cirúrgico de um paciente com Classe III esquelética, discutindo as escolhas de planejamento baseadas em conceitos contemporâneos de estética e função respiratória. Relato de caso: Paciente do gênero masculino, 27 anos, apresentava perfil facial côncavo, mordida cruzada anterior severa e queixa de insatisfação estética importante. Após a fase de preparo ortodôntico, o planejamento virtual estabeleceu uma estratégia cirúrgica baseada em osteotomia tipo Le Fort I para um avanço maxilar linear de 9,0 mm e correção de cant. Simultaneamente, foi planejada uma Osteotomia Sagital Bilateral da Mandíbula para o refinamento do posicionamento esquelético, associada a uma mentoplastia basilar com avanço de 2,0 mm e reposicionamento vertical de 2,0 mm. O sucesso da transposição do plano virtual para o campo cirúrgico foi confirmado pela radiografia panorâmica pós-operatória, que demonstrou a estabilidade das fixações internas rígidas e o restabelecimento da harmonia entre as bases ósseas. Discussão: A literatura atual preconiza que a correção da Classe III seja realizada preferencialmente através do avanço maxilar em detrimento do recuo mandibular isolado. Conforme os conceitos estéticos contemporâneos, indivíduos com mandíbulas projetadas são frequentemente associados a sinais de vitalidade e força, tornando o recuo mandibular cada vez menos indicado em planejamentos modernos. A técnica na maxila permitiu a correção tridimensional precisa da deformidade, resultando em uma oclusão estável e satisfação estética do paciente. Conclusão: A correção da deformidade Classe III através de movimentos predominantemente de avanço, guiada por planejamento virtual, mostrou-se eficaz. A estratégia restabeleceu a função mastigatória e proporcionou um perfil facial harmônico, respeitando as exigências biológicas e estéticas atuais.

Publicado

2026-05-14