ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA REABILITAÇÃO DE PACIENTES COM CÂNCER DE PULMÃO: MINI REVISÃO DA LITERATURA

Autores

  • Maria Eduarda Venancio Vilar UniEVANGELICA
  • Bárbara Nogueira Peixoto
  • Marina Simão Silva
  • Getulio Netto Bitencourt de Carvalho
  • Jennifer Cipriano Xavier de Lima
  • Maria Luisa Reis Gonçalves
  • João Victor Almeida Ferreira Freire
  • Barbara de Oliveira Moura
  • Viviane Soares

Palavras-chave:

fisioterapia respiratoria, neoplasias pulmonares, qualidade de vida, oncologia

Resumo

Introdução: O câncer de pulmão apresenta alta mortalidade e morbidade, sendo a ressecção cirúrgica o tratamento principal. Apesar da eficácia da cirurgia, complicações pulmonares pós-operatórias (CPPs) e efeitos colaterais como fadiga severa comprometem drasticamente a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes. A fisioterapia é essencial na reabilitação, atuando na prevenção de disfunções respiratórias e na recuperação física no período perioperatório. Objetivo: construir uma mini revisão de literatura sobre os efeitos da reabilitação no câncer de pulmão. Métodos: Esta revisão utilizou ensaios clínicos randomizados publicados entre 2023 e 2026, selecionados a partir de bases de dados como PubMed. Foram analisados estudos que abordam intervenções como treinamento muscular inspiratório (TMI), uso de acelerômetros para incentivo à atividade física e a prática do Baduanjin qigong em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas. Resultados: Os achados indicam que intervenções de curto prazo (uma semana) de TMI isolado não reduziram significativamente as CPPs. Por outro lado, o uso de acelerômetros elevou o nível de atividade física e reduziu sintomas pós-operatórios em dois meses, enquanto 12 semanas de Baduanjin superaram a reabilitação tradicional na melhora da função pulmonar e redução da fadiga. Conclusão: A atuação fisioterapêutica é determinante na reabilitação, porém sua eficácia está atrelada à continuidade do cuidado e ao engajamento do paciente. Programas domiciliares de longo prazo, apoiados por tecnologias de monitoramento ou práticas integrativas, mostram-se mais efetivos que intervenções pré-operatórias de curta duração na promoção da funcionalidade e qualidade de vida.

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Publicado

2026-06-19

Edição

Seção

XXX Anais da Mostra Acadêmica do Curso de Fisioterapia