FISIOTERAPIA NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA:
USO DA REALIDADE AUMENTADA-MINI REVISÃO
Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Realidade Aumentada, habilidades Motoras, Criança.Resumo
Introdução: O autismo afeta habilidades motoras, comunicativas e sociais da criança, além da presença de estereotipias. As intervenções fisioterapêuticas e reabilitação motora através da realidade aumentada (RA) visam a melhora do quadro clínico e qualidade de vida dessa população. Metodologia: Esta mini revisão analisou estudos publicados entre 2022 e 2025, em inglês e português, sobre a realidade aumentada e seus benefícios no tratamento de pacientes com Transtorno do Espectro Autista. Foram excluídos artigos fora deste período e revisões. Resultados: Os estudos de Nekar et al. (2022a e 2022b) e Pérez-Fuster et al. (2022) indicam que a realidade aumentada é uma intervenção eficaz, segura e motivadora para crianças com TEA. Jogos interativos com RA promovem desenvolvimento cognitivo, motor e social, melhorando funções executivas, atenção conjunta e interação social, além de reduzir comportamentos repetitivos. Os autores destacam o potencial da RA para engajar as crianças e reforçar o aprendizado, ressaltando a necessidade de estudos com amostras maiores e acompanhamento prolongado. Conclusão: Conclui-se que o uso da realidade aumentada pode ser uma estratégia eficaz no tratamento de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), favorecendo o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e sociais, além de promover maior engajamento durante as sessões terapêuticas. No entanto, ainda são necessários maiores estudos para chegar em conclusões mais concretas sobre o mesmo.