Análise da Situação dos Animais Silvestres de Estimação em Goiás

  • Elisângela de Albuquerque Sobreira
  • Patrícia de Albuquerque Sobreira
Palavras-chave: Animais Silvestres, Conservação, Abandono

Resumo

A maneira de se relacionar com os animais está diretamente ligada à idéia que temos deles, e essa imagem animal varia de acordo com a época e a cultura da região.

Os animais silvestres que, por empatia, geram a sensação de admiração e ternura, com o conseqüente desejo de posse, acabam se tornando animais de estimação, como os papagaios, jabutis, onças, entre outros. Em muitos casos, o desejo de ter animais silvestres está associado a um sentimento de aproximação da natureza, local onde transmite paz e revigora as energias para os afazeres do dia-a-dia. Independente do motivo, comprar ou retirar animais da natureza, são atitudes que vêm desencadeando uma drástica ameaça para a fauna em geral com a conseqüente diminuição da diversidade biológica e o seu abandono é considerado maus-tratos aos animais prescrito na Lei 9605/98 Lei de Crimes Ambientais. O trabalho teve como objetivo compreender como se dá a relação entre os indivíduos e os animais silvestres criados como animais de estimação, mais especificamente como esta relação fundamenta os maus-tratos a estes animais; Definir o grupo de casos de maus-tratos aos animais; Identificar qual a espécie animal mais envolvida nos maus-tratos; Avaliar qual a espécie mais procurada  para serem criadas como animais de estimação; Analisar os aspectos éticos e comportamentais que levam as pessoas à adotarem animais silvestres como estimação; Avaliar os impactos decorrentes da subtração destes animais dentro do Ecossistema, quanto à conservação das espécies e do meio ambiente. Os dados foram levantados por meio de análises das fichas do Centro de Triagem de Animais Silvestres/IBAMA/GO.

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Publicado
2017-11-14
Seção
Conservação e Legislação Ambiental