LEVANTAMENTO SOCIOECONÔMICO PARTICIPATIVO DAS COMUNIDADES CARENTES DA BACIA DO ARAPIUNS - PA

  • Prof. Msc. Edward M. Luz

Resumo

Muito embora isso não seja dito freqüentemente e nem seja veiculado pelos grandes meios de comunicação em massa, não é difícil constatar: vivemos num mundo injusto e contraditório. De um lado impressiona a opulência e riqueza alcançada por alguns poucos grupos econômicos do hemisfério norte. Ao mesmo tempo, é deprimente constatar a pobreza que persiste e cresce em grandes bolsões no mundo, condenando uma grande parte da população mundial a sofrer de fome crônica, subnutrição e a ver as suas necessidades básicas insatisfeitas (Sen, 1999:15). O desafio da superação da pobreza revelou-se bem mais complicado do que de outros desafios técnicos como levar o homem à lua, curar inúmeras doenças. A contínua resistência da pobreza e a complexidade envolvida em sua superação chamaram a atenção de autoridades mundiais e a promoção do desenvolvimento humano e socioeconômico fez deste um alvo comum a ser alcançado pela humanidade. Compreender melhor os fatores e condições para a promoção do desenvolvimento humano integral e superar a pobreza tornou-se um novo alvo de estudos multidisciplinares e objeto de atenção de crescente número de pesquisadores de variadas ciências. No Brasil a luta contra a pobreza vem avançando paulatinamente mesmo assim resistem grandes bolsões de pobreza nas regiões norte e nordeste. Os dados são esperançosos, pois nos últimos oito anos a pobreza caiu mais de 50% e mesmo assim ainda existem no Brasil cerca de 30 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mantendo-se o atual patamar dos programas de transferência de renda e os atuais patamares de crescimento econômico seria possível reduzir a taxa de pobreza de 18,3% para 8,6% até 2014. Contudo a eliminação da pobreza no Brasil demandaria programas e atenções especiais para as áreas do interior do país, pois 80% da população verdadeiramente pobre e daquela que vive abaixo da linha da pobreza encontra-se nas áreas mais distantes, no interior do país, alijados de muitas facilidades e benefícios que promove o desenvolvimento. Considerando sua confessionalidade cristã; a importância inquestionável deste combate à pobreza, a UniEvangélica toma seus primeiros passos para somar-se a esta força tarefa mundial encabeçada pela ONU com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), capitaneadas no âmbito nacional pelo Governo Federal por meio de seus programas (Brasil Sem Miséria) ministérios e agências para contribuir com importantes pesquisas sobre o desenvolvimento de longínquas regiões do interior do Brasil e suas comunidades tradicionais afastadas. Com o propósito de promover estudos e pesquisas até torna-se um centro de referência nesta inovadora linha de pesquisa o Centro Universitário de Anápolis- UniEvangélica criou em junho de 2011 o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento de Povos e Comunidades Tradicionais (NEP-DPCT). Como o NEP-DPCT foi recentemente criado para coordenar pesquisas multidisciplinares e ainda não é suficientemente conhecido, as primeiras onze páginas deste Projeto são destinadas a apresentar sua composição e sua nova proposta de atuação, após as quais então é devidamente apresentado este primeiro 5 projeto de pesquisa exploratória e preliminar que é um Levantamento Socioeconômico Participativo do rio Arapiuns que fornecerá dados importantes para as próximas pesquisas do NEP-DPCT

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Publicado
2018-03-06
Seção
Exposição de Painéis