O papel da introdução da monocultura da cana em face dos aspectos sociais, ambientais, culturais e econômicos - Microrregião de Ceres

  • Marina Teodoro
  • Maria Gonçalves da Silva Barbalho
Palavras-chave: CANG, monocultura cana, Ceres

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo seguir as redes constituídas pela introdução da cana de açúcar, analisando as consequentes transformações sociais, ambientais, culturais e econômicas na microrregião de Ceres. A cidade de Ceres nasceu como Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG), com a finalidade de promover a Reforma Agrária através de distribuição de terras, que possibilitassem a expansão de fronteiras agrícolas, a fixação do homem no campo e a produção de gêneros alimentícios. Inicialmente teve um sucesso considerável, com grande produção agrícola e exportações para grandes centros. A falta de planejamento e de financiamento para a continuidade da produção fez com que a agricultura familiar fosse gradualmente substituída pelos grandes latifúndios, mudando toda a dinâmica econômica da cidade e região. A partir disso, pretende-se compreender o processo de transformação econômica, social, cultural e ambiental ocorridas na cidade de Ceres e região, desde a implementação da CANG até a introdução da monocultura da cana. Para tanto, nos utilizaremos da pesquisa qualitativa exploratória, com levantamento bibliográfico e análise de antecedentes, envolvendo os veículos de mídia locais, como jornais, revistas e relatórios. Por fim, informações acerca do desenvolvimento social, geográfico e econômico serão obtidas a partir do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Compreende-se todos esses fatores como uma intrincada rede onde todos se ligam um ao outro e tem uma relação de interdependência. Dessa maneira, espera-se o entendimento pleno do papel desses fatores na rede, de modo à minimização da subjetividade do conceito de “impacto” na cidade de Ceres e região.

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Publicado
2017-11-13
Seção
Exposição de Painéis