A PERSPECTIVA DE PERMANÊNCIA NO CAMPO: ESTUDO DOS JOVENS RURAIS DO ENSINO MÉDIO DE GOIANÉSIA/GOIÁS.

  • Gabriel Makiyama Silva
  • Elitania Gomes Xavier Faculdade Evangélica de Goianésia
Palavras-chave: Juventude; Esvaziamento do espaço rural; Envelhecimento; Agricultura familiar.

Resumo

Nos próximos anos com a explosão demográfica global, a população mundial em 2050 deverá atingir o patamar de nove bilhões e meio de pessoas segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). O Brasil tem uma vocação especial para a agropecuária, em razões das condições climáticas, disponibilidade de água e extensão territorial. É preciso antecipar e se preparar para a demanda de alimentos que virá, e com o esvaziamento do campo nas últimas décadas há a preocupação com a mão de obra no campo para os anos futuros. A presente pesquisa foi realizada com jovens rurais de 15 a 24 anos do ensino médio no município de Goianésia, estado de Goiás. Foram entrevistados 10 rapazes e 10 moças com um questionário de entrevista semiestruturadas, foram obtidas respostas as perguntas abertas e fechadas, onde se procurou saber se há ou não incentivo da família em seguir nas atividades agrícolas, quais fatores são favoráveis e desfavoráveis à permanência no campo, quais sonhos a anseios dos jovens para o futuro de suas vidas, dentre outras perguntas. Na pesquisa constatou-se que 70% dos rapazes que vivem na zona rural não pretendem seguir nas atividades agrícolas e o índice entre as mulheres foi ainda maior, 90%, o que evidenciou o processo de masculinização da zona rural. Ficou evidente ainda que a família na sua maioria não incentiva os jovens a permanecerem nas atividades do campo, ao contrário, os motivam a seguir uma profissão mais lucrativa e menos penosa do que o trabalho que é realizado no campo. Foi constatado que 30% dentre estes poderá seguir nas atividades se houver melhor renda e mais entretenimento e tecnologia no campo.

Publicado
2019-05-13