INTERFERÊNCIA DO BENEFICIAMENTO NA QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE MILHO

  • Mayra Lorrane Maia
  • Joseanny Cardoso da Silva Pereira Faculdade Evangélica de Goianésia
Palavras-chave: Zea mays L. Período de produção de sementes. Pós-debulha.

Resumo

 

 

A qualidade final das sementes poderá ser diretamente influenciada por operações realizadas durante a colheita, beneficiamento (recebimento, seleção, secagem, debulha) armazenagem e classificação. Dessa forma, objetivou-se avaliar se o processo de beneficiamento de sementes interfere na qualidade fisiológica das sementes de milho. O experimento foi conduzido em Delineamento Inteiramente Casualizado organizado em fatorial 2 x 3 x 3 [Safras (2017/2018 e 2018/2018) híbridos de milho (A, B e C) e fases do beneficiamento (Pós-recebimento, pós-secagem e pós-debulha)]. O teste para avaliação da qualidade fisiológica adotado foi o de germinação em papel. Observou-se diferenças significativas na fonte de variação interação Safra x Híbridos x Etapas para a variável porcentagem de germinação. No teste de potencial germinativo, todos os híbridos apresentaram diferenças estatísticas entre as safras de inverno e verão. Na safra de inverno não houve diferença estatística nas médias de porcentagem de germinação entre os híbridos avaliados. Já na safra de verão, a maior porcentagem de germinação foi observada no híbrido C. A análise das médias de germinação das etapas de beneficiamento dentro das safras mostrou que na etapa de pós-recebimento não houve diferença estatística entre as duas safras, porém, nas etapas de pós-secagem e pós-debulha, diferenças estatísticas foram detectadas. Esses resultados podem estar relacionados aos danos causados pela temperatura de secagem ou danos mecânicos causados no debulhador. Na safra de verão observaram-se médias inferiores de porcentagem de germinação nas etapas de pós-secagem e pós-debulha em relação à safra de inverno, o que possivelmente está relacionado às condições ambientais presentes nesse período. Na safra de verão, a etapa de pós-debulha apresentou médias de porcentagem de germinação estatisticamente diferente das demais. Já na safra de inverno, não houve diferença estatística entre nenhuma das etapas do processo de beneficiamento. A comparação dos híbridos dentro de cada etapa de beneficiamento demonstrou que, na etapa de pós-recebimento, apenas as médias de porcentagem de germinação do híbrido C diferiu estatisticamente das médias dos híbridos A e B.  Na etapa de pós-secagem, as médias de porcentagem de germinação do híbrido C não diferiram estatisticamente dos demais, porém as médias dos híbridos A e B diferiram entre si. Já na etapa de pós-debulha não houve diferença estatística entre as médias dos híbridos. O híbrido B apresentou menores porcentagens de germinação. Como algumas cargas de sementes desse híbrido permaneceram por maior tempo no pátio, com espera de até 31 horas para serem descarregadas (devido a colheita simultânea com outros híbridos), acredita-se que isto possa ter colaborado para a redução da qualidade fisiológica das sementes desse híbrido. Quando se analisou as etapas de beneficiamento para cada híbrido, observou-se que, para os híbridos A e B, não houve diferença estatística nas médias de porcentagem de germinação entre nenhuma das etapas. Entretanto, no híbrido C, as médias de porcentagem de germinação foram estatisticamente superiores na etapa de pós-recebimento em relação à etapa de pós-debulha. Concluiu-se que o beneficiamento das sementes de milho interfere na qualidade fisiológica das sementes. O híbrido B foi o mais afetado pelas etapas de beneficiamento, com destaque para as etapas de pós-recebimento e pós-secagem. As menores porcentagens de germinação foram obtidas na safra de verão.

O híbrido C obteve melhor desempenho germinativo.

Publicado
2019-05-13