ATRIBUTOS DE QUALIDADE DA BANANA-MAÇÃ SOB ARMAZENAMENTO REFRIGERADO COM APLICAÇÃO DE 1-METILCICLOPROPENO

  • Alessandra Paixão Aires Lima
  • Joseanny Cardoso da Silva Pereira Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Mirelly Martins Silva
  • Patricia Borges Francalino
  • Gabriella Lima Andrade

Resumo

A banana, conhecidamente como fruto climatérico, continua suas atividades metabólicas após a colheita. O etileno aumenta sua concentração à medida que aumenta a taxa de respiração do fruto, o que influencia no amadurecimento rápido desse fruto. O 1-MCP pode retardar o amadurecimento garantindo a inibição da ação do hormônio etileno dentro do fruto. Quando associado ao armazenamento refrigerado, garante às frutas climatéricas a diminuição de suas taxas respiratórias e diminuição na produção do etileno. Dessa forma, objetivou-se avaliar os efeitos do 1-metilciclopropeno (1-MCP) nos atributos de qualidade da banana-maçã sob armazenamento refrigerado. Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC) com cinco doses de 1-MCP (0, 10, 50, 100 e 500 mg L-1) e três tempos de armazenamento após aplicação do 1-MCP (5, 10 e 15 dias). Após a aquisição dos frutos, estes foram selecionados quanto à ausência de defeitos fisiológicos e mecânicos, visando uniformizar o lote e separados em quantidades iguais em embalagens de PEAD (Polietileno de alta densidade), capacidade 30L, nas dimensões 49 cm (C) x 33 cm (L) x 28cm (A) para realização dos tratamentos com as doses de metilciclopropeno. Cada dose dp 1-MCP foi diluída em 1 litro de água destilada em béquer de 1000 ml. Em seguida, o béquer contendo cada dose do produto foi colocado juntamente com as bananas já separadas e classificadas e foi realizado o fechamento hermético da embalagem de PEAD. Após 24 horas de exposição das bananas às doses do produto, cada tratamento foi colocado em embalagem de PEBD [polietileno de baixa densidade (120 μm)] e devidamente lacrada com fita adesiva, para que, no processo de experimentação, os tratamentos não sofressem influência do O2 e CO2 atmosférico. As variáveis avaliadas foram: acidez titulável, sólidos solúveis e índice de maturação. Na análise da acidez titulável, usa-se como referência o equivalente-grama do ácido málico e, para esta característica, constatou-se que não houve diferenças significativas entre os tratamentos com 1-MCP em banana-maçã. Observou-se que não houve diferença entre os tratamentos com 1-MCP e a testemunha em relação à acidez titulável das bananas durante todos os períodos de armazenamento. Todos os tratamentos, incluindo a testemunha, apresentaram aumento na acidez titulável no período de armazenamento de 5 para 10 dias e decréscimo de 10 para 15 dias. Constatou-se também que, por meio do uso do 1-MCP, foi possível diminuir perdas nos teores de acidez titulável dos frutos, sugerindo, portanto, menor atividade metabólica dos frutos. Em relação ao teor de sólidos solúveis, nota-se que houve diferenças estatísticas entre a testemunha e os tratamentos com 1-MCP associados aos períodos de armazenamento. No período de armazenamento de 5 dias, observou-se diferença significativa entre a testemunha e o tratamento com 1-MCP 100 mg L-1. As doses de 1-MCP 50 mg L-1 e 100 mg L-1 proporcionaram menor teor de sólidos solúveis aos 10 dias de armazenamento quando comparado à testemunha no mesmo período. Aos 15 dias de armazenamento, não foram constatadas diferenças significativas. Entre as doses não houve diferenças estatísticas no teor de sólidos solúveis. Quanto ao índice de maturação, observou-se diferenças significativas nos tratamentos com 1-MCP nas doses 50 mg L-1, 100 mg L-1 e 500 mg L-1 quando comparadas à testemunha aos 5 dias de armazenamento. Conclui-se que as doses de 1-MCP 50 mg L-1 aos 5 dias de armazenamento e 10 mg L-1 e 100 mg L-1 aos 10 dias são eficazes na preservação dos atributos de qualidade (sólidos solúveis, índice de maturação) da banana-maçã.

Publicado
2019-05-13