Displasia fibrosa na região de cabeça e pescoço: Osteoplastia

  • Ana Yukico Haiano Takao Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Emily Amorim Brito Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Márcia Souza Silva Conceição Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Ivanice Miranda Reis
  • Marcondes Sena Filho
  • Marilia Oliveira Morais
Palavras-chave: Displasia, cabeça e pescoço, tratamento

Resumo

A displasia fibrosa (DF) é uma lesão fibro-óssea de caráter benigno, rara, onde o espaço medular do osso afetado é substituído por tecido fibroso. A infância e a adolescência é a fase com maior incidência e apresenta crescimento lento e tendência a estabilizar após a puberdade, sendo as mulheres as mais acometidas. A DF está relacionada à mutação de gene Gs-Alfa. Por apresentar predileção pela face e crânio, os ossos mais afetados é a maxila e mandíbula. Apesar de assintomática em alguns casos são relatados cefaleia, latejamento ou desconforto, calor no local da lesão e casos raros de disfunção compreendendo a compressão nervosa, fratura e degeneração sarcomatosa. A tomografia computadorizada é o principal exame para diagnóstico e o exame anatomopatológico usado para o seu diagnóstico diferencial com a presença de trabéculas irregulares que lembram a caracteres chineses. Tem caráter recidivo e sua manifestação é pela deformidade crânio facial. A intervenção plastiacirúrgica é a forma de tratamento. Essa disfunção é classificada em dois tipos: Monóstica e Polióstica. Monóstica caracteriza-se quando apenas um osso é afetado e a polióstica quando múltiplos ossos são afetados. Conclui-se assim que a displasia fibrosa tem etiologia desconhecida e pode ser diagnosticada pelo Cirurgião-Dentista, devendo ser encaminhada para o médico quando há grandes regiões afetadas. A intervenção cirúrgica com remoção total evita-se recidivas, mas não isenta o acompanhamento clínico contínuo.

Publicado
2019-04-01