Leishmaniose mucocutânea facial: o papel do cirurgião-dentista no diagnóstico e tratamento

  • Nathalia Wenceslau Bitencourt Silva Faceg
  • Maia Camargo Gracino Evangelica de Goianesia
  • Joao Vitor Soares Cardoso
  • José Bernadete Batista Neto Faculdade evangelica de goianesia
  • Keila Vieira da Mota Costa
  • Rodrigo Fernandes de Lima
Palavras-chave: Leishmaniose, diagnóstico, cirurgião-dentista

Resumo

A leishmaniose é uma doença infecciosa, não contagiosa causada por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania. A doença pode apresentar diferentes formas clínicas como visceral, cutânea, mucocutânea, mucosa e raramente difusa. Esse trabalho tem como objetivo relatar o papel do cirurgião-dentista no diagnóstico e orientações para tratamento da leishamaniose mucocutânea facial. Esse tipo de leishmaniose é menos frequente e os relatos são restritos ou geralmente envolvem pacientes que viajaram para áreas endêmicas. Apesar de não ser habitual, o envolvimento da mucosa nasal e/ou oral é geralmente mais grave, podendo deixar sequelas. O cirurgião-dentista atualizado, exames complementares, biópsia e exame histopatológico são ferramentas essenciais para confirmação da doença, tornando esse profissional capaz de identificar e orientar pacientes para provável tratamento. Sendo assim, a cirurgião-dentista desempenha um papel importante no diagnóstico e tratamento da leishmaniose, iniciando as terapias cirúrgicas e medicamentosas necessárias, sob o acompanhamento de equipes especializadas. Conclui-se que a leishmaniose mucocutânea apresenta um difícil diagnóstico, mas um profissional qualificado, em especial o bucomaxilofacial precisa apresentar conhecimento científico para identificação dessa doença precocemente, para que o tratamento seja mais efetivo.

Publicado
2019-04-01