PREVALÊNCIA DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) EM CARCINOMAS ESPINOCELULARES ORAIS (CEC): PERSPECTIVAS ATUAIS

  • Ana Clara Ferreira Coelho Faculdade Evangelica de Goianésia
  • Andreynna Gonçalves Vieira Faculdade Evangelica de Goianésia
  • Marcela Oliveira de Mendonça Faculdade Evangelica de Goianésia
  • Paulo José de Figueireido Júnior
  • Ivanice Miranda Reis
  • Marilia Oliveira Morais
Palavras-chave: Carcinoma espinocelular, Papilomavírus Humano, HPV

Resumo

Dentre os cânceres de cabeça e pescoço, o carcinoma espinocelular (CEC) é o mais frequente nessa região, representando 90% de acometimento na cavidade bucal, sendo também considerado o quinto tipo mais frequente no mundo. Apresenta maior prevalência no sexo masculino, comumente na faixa etária de 50 a 60 anos. Na literatura atual, o CEC vem sendo associado ao Papilomavírus Humano (HPV), que corresponde a um vírus capaz de infectar pele e mucosas, propagado pelo contato sexual. O objetivo desse trabalho é revisar estudos de incidência e a associação do HPV com o CEC, sendo tratado como um possível agente carcinogênico. A associação entre o HPV e o câncer de colo uterino sempre foi comprovada na literatura, sendo integralmente aceito como agente causal dessa neoplasia. A partir disso, estudos realizados associaram as mesmas alterações celulares encontradas no câncer de cérvice uterina com as lesões malignas e pré-malignas na cavidade oral. A ausência de fatores de riscos do câncer bucal, como o álcool e tabagismo, sugere associação do HPV como principal agente etiológico. Existe associação do HPV na carcinogênese das neoplasias orais. Sendo assim, mais estudos têm sido conduzidos para esclarecer o papel do HPV a nível molecular no carcinoma espinocelular de cavidade oral.

Publicado
2019-04-01