PROMOÇÃO DE SAÚDE EM UMA ESCOLA CULTURAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA INTERSETORIAL

  • BEATRIZ DE AMORIM SANTOS
  • GABRIELA RODRIGUES PINHEIRO DE ALMEIDA
  • HENRIQUE DA SILVA FILHO
  • MATHEUS SOARES FERREIRA
  • MIRELLY LORRAYNE SOARES
  • MONARKO NUNES DE AZEVEDO

Resumo

 

PROMOÇÃO DE SAÚDE EM UMA ESCOLA CULTURAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA INTERSETORIAL

BEATRIZ DE AMORIM SANTOS

GABRIELA RODRIGUES PINHEIRO DE ALMEIDA

HENRIQUE DA SILVA FILHO

MATHEUS SOARES FERREIRA

MIRELLY LORRAYNE SOARES

MONARKO NUNES DE AZEVEDO

 

A educação em saúde deve lançar mão da educação problematizadora que visa a orientação da autonomia intelectual, estimulando o pensamento crítico e criativo do público alvo, utilizando materiais para a elaboração de atividades baseadas na realidade dos mesmos. A educação e a promoção da saúde não pode estar restrita e ser de responsabilidade somente do setor saúde, mas sim atuar em conjunto com outros setores da sociedade incluindo a cultura. Sendo assim, o presente relato de experiência buscou desenvolver ações de promoção de saúde em alunos de um centro cultural que favoreçam escolhas e hábitos saudáveis. Para isso, um grupo de acadêmicos do Curso de Odontologia do Centro Universitário de Anápolis, sob orientação de um professor orientador, elaboraram ações educativas e preventivas a respeito de temas como os conhecimentos a respeito dos cuidados com a saúde bucal e geral, traumatismos dentários, alimentação saudável, bullyng, respeito ao meio ambiente e atividade física. Participaram das atividades crianças, com faixa etária entre 6 e 13 anos de idade, do Centro Cultural Washington Ribeiro Gomes no município de Anápolis, Goiás. Diante do exposto, considerou-se que as estratégias e resultados foram satisfatórios, pois, apesar das dificuldades encontradas, foi possível difundir os temas que foram pré-estabelecidos, levando informação, educando à respeito da saúde e principalmente despertando para a necessidade de se incluir os ensinamentos como hábitos de vida.

Palavras-chave: Cultura, promoção da saúde, crianças.

INTRODUÇÃO

A educação problematizadora é utilizada em casos os quais estejam relacionados com a vida na sociedade, tendo como base o Arco de Maguerez. Este método visa a orientação da autonomia intelectual, estimulando o pensamento crítico e criativo do público alvo, utilizando materiais para a elaboração de atividades baseadas na realidade dos mesmos (PRADO, 2012).

As ações de intervenção não se podem se limitar às crianças, mas também devem atingir indiretamente os pais, a família e a comunidade ao todo. Sendo assim, as ações não contemplam unicamente a área de saúde bucal, porém abrange temas de saúde geral (FIGUEIREDO et al, 2009). Com base nesse contexto foram elaboradas ações educativas e preventivas planejadas previamente em um cronograma, com o intuito de problematizar os temas propostos para cada dia com o auxílio de recursos educativos.

  OBJETIVOS
  • Instruir sobre o consumo moderado dos alimentos;
  • Conscientizar sobre a importância do meio ambiente;
  • Motivar as práticas de atividades físicas desde a infância;
  • Orientar sobre os cuidados necessários para prevenção e tratamento dos traumatismos dentários;
  • Educar a respeito da importância da saúde bucal e os métodos de prevenção das principais doenças da boca;
  • Alertar sobre os riscos da prática de bullying na infância e adolescência.
  DESENVOLVIMENTO

Este projeto trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, elaborado no contexto da disciplina Projeto Interdisciplinar de Políticas Públicas de Saúde, ministrada no quinto período do curso de Graduação em Odontologia do Centro Universitário de Anápolis – UniEvángelica. A educação problematizadora possibilita aos discentes a capacidade de relacionamento com o público alvo escolhido.

Sendo assim, o estagio foi realizado em 3 dias e foi elencado os seguintes temas a serem abordados: alimentação, bullying, higiene bucal, meio ambiente, esporte e traumatismo. Dois temas foram abordados por dia, a partir dos pontos-chaves observados no bairro pelos acadêmicos.

No primeiro dia foi feito a promoção dos seguintes temas alimentação e bullying. Na parte da alimentação realizamos uma atividade com os alunos onde vedamos os olhos das crianças, ofertamos as frutas (maçã, banana e mexerica) e pedimos a identificação correta da fruta. Já o segundo tema do dia foi abordado o bullying utilizando a brincadeira de batatinha quente e perguntas sobre o tema.

No segundo dia foram abordados os temas de meio ambiente e traumatismo. Com isso Uma atividade onde foram distribuídas imagens de lixos e deviam adivinhar qual a cor do lixo que correspondia à imagem ofertada. No traumatismo demos panfletos, nos quais demonstravam o procedimento necessário para se realizar quando, em algum caso, houvesse a fratura de fragmento e avulsão dentaria.

No terceiro e último dia de estágio, os temas realizados foram higiene bucal e atividade física. Foi feita a distribuição de panfletos educacionais de como escovar os dentes corretamente, passando com as crianças passo a passo e foram ofertadas escovas. Na atividade física foram feitas brincadeiras com todas as crianças presentes na escola.

  CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma vez observados os principais pontos chaves a serem trabalhados, os alunos executaram as hipóteses de solução com base em artigos. Isso fez com que o auxílio não fosse somente para as crianças compreenderem sobre temas importantes, como também aos acadêmicos. No fim, o resultado deu-se por satisfatório, pois, apesar das dificuldades, o intuito de: difundir os temas que foram pré-estabelecidos de forma problematizadora, levantando a curiosidade e a vontade de aprender mais das crianças, em relação ao que foi trabalhado, foi alcançado.

Referências:

 

FIGUEIREDO M. F. S. et al. Modelos aplicados às atividades de educação em saúde Modelos aplicados às atividades de educação em saúde: revisão. Revista Brasileira de Enfermagem; Minas Gerais; v. 1, n. 63; p.117-21, janeiro de 2010.

PRADO M. L. et al. Arco de charles maguerez: refletindo estratégias de metodologia ativa na formação de profissionais de saúde. Esc Anna Nery, Florianópolis (Santa Catarina), v. 1, n. 16, p.172-177, março de 2012.

 

Publicado
2019-06-10
Edição
Seção
Resumo