LACERAÇÃO DE FACE POR ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO: RELATO DE CASO CLINICO

  • JOAQUIM AUGUSTO SILVA GOMES
  • JAMIL ELIAS DIB
  • ANA BEATRIZ TEODORO DOS ANJOS
  • RAPHAELA JYEYNYFFA OLIVEIRA
  • MARIA ALVES GARCIA SANTOS SILVA
  • MÁRIO SERRA FERREIRA

Resumo

LACERAÇÃO DE FACE POR ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO: RELATO DE CASO CLINICO

AUTORES: JOAQUIM AUGUSTO SILVA GOMES¹*, JAMIL ELIAS DIB², ANA BEATRIZ TEODORO DOS ANJOS¹, RAPHAELA JYEYNYFFA OLIVEIRA¹, MARIA ALVES GARCIA SANTOS SILVA³, MÁRIO SERRA FERREIRA⁴

1Discentes do curso de Odontologia do Centro Universitrário de Anápolis UniEVANGÉLICA; ²Cirurgião BucoMaxiloFacial do Hospital de Urgências de Anápolis (HUANA); 3Docente do curso de Odontologia da Universidade Federal De Goiás; ⁴Docente do curso de Odontologia do Centro Universitário de Anápolis UniEVANGÉLICA

 

PALAVRAS-CHAVES: Ferimentos e Lesões, Traumatologia, Cirurgia

RESUMO: Os ferimentos faciais variam de acordo com características clínicas e complexidade, necessitando de uma abordagem individual para cada caso, haja vista que os insucessos podem resultar em alterações estético. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de tratamento de laceração de face por acidente automobilístico. Paciente gênero feminino, 19 anos, vítima de acidente automobilístico em colisão frontolateral direita apresentou traumatismo lacerocontuso facial, de grande severidade. A laceração envolvia o desgarramento dérmico, desde o ângulo direito da boca, bem como avulsão do pavilhão direito, estando o mesmo mantido no grande retalho avulsionado, sugerindo estar assegurada a irrigação e uma grave lesão na região axilar unilateral em grande profundidade. A paciente foi conduzida pela unidade de resgate ao Hospital de Urgências de Goiânia, sendo intubada e sedada ainda na ambulância. Realizou-se as intervenções desde a área da região da face, com reposicionamento do pavilhão auricular e pequena rotação de retalho para o recobrimento da parte anterior. Permaneceu em Unidade de Terapia Intensiva durante oito dias e posteriormente, em enfermaria por mais oito dias. A ferida foi tratada por trinta dias com o uso de kolagenase. Utilizou-se, também, laserterapia durante três meses, melhorando a cicatrização e o oferecendo reparação satisfatória. A manipulação de tecidos moles da face deve estar no domínio do Cirurgiao Bucomaxilofacial devido aos inúmeros casos de traumatismo.

RESUMO EXPANDIDO

INTRODUÇÃO: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2013), em todo o mundo, o número de pessoas que falecem a cada ano, vítimas de acidentes de transporte terrestre, é estimado em cerca de 1,4 milhão de indivíduos, enquanto o número de pessoas acometidas pela totalidade de acidentes é de aproximadamente, 50 milhões ao ano. As hipóteses apontam tendência crescente desses números, que deverão aumentar em 70% nos próximos 20 anos, caso não sejam adotadas medidas preventivas efetivas e campanhas de conscientização.

No Brasil, cerca de 35 763 corresponde ao número de acidentes diário no ano de 2005, o que refere-se à média de 98 mortes por dia. Quanto às vítimas que chegaram a ser internadas, os números são alarmantes, quase 120.000 hospitalizações, com taxa de 64 internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para cada 100.000 habitantes. O número de acidentes com vítimas em 2005 foi de 383.371 e mostra número de acidentados iguala 513.510, o que projeta, em média, 1.406 acidentes/dia e 1.369 vítimas/dia, 1,30 vítima por acidente (Bacchieri, 2011)

Os ferimentos dos tecidos moles da face assumem um papel relevante no atendimento a pacientes poli traumatizados nas emergências, já que essas lesões podem comprometer definitivamente a vida do ser humano, quando mal abordadas, deixam sequelas, segregando o indivíduo do convívio social (NAYAK, 2019).

É importante que o Cirurgião Buco-Maxilo-Facial conheça os princípios básicos de tratamento dessas lesões, para obter o melhor resultado possível, minimizando as sequelas estéticas e funcionais. Para tanto as lesões de tecido mole da face podem ser classificadas em perfurante, contusão, avulsão, contusão, abrasão, laceração, sem esquecer-se da possível associação, como por exemplo, ferimentos do tipo lacero-contusas, corto-contusas e perfuro-contusas cuja etiologia está associada aos acidentes de trânsito (automobilísticos e moto ciclísticos), domésticos, trabalhistas e esportivos, agressão física, ferimentos por arma de fogo e arma branca (EDIRISINGHE,2014)

 

OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é relatar um caso de tratamento de laceração de face por acidente automobilístico.

RELATO DE CASO: Paciente gênero feminino, 19 anos, Leucoderma, Vítima  de acidente automobilístico em colisão frontolateral direita,  apresentou  traumatismos lacero-contuso  facial, de grande severidade  com laceração envolvendo o desgarramento dérmico  a partir do ângulo direito da boca e avulsão do pavilhão  direito  estando este mantido no grande retalho avulsionado,  o que sugeria estar assegurada a irrigação, houve  também uma  grave  lesão na região axilar unilateral em grande profundidade. A paciente foi conduzida pela unidade de resgate, intubada e sedada.  Ao dar entrada no hospital de urgências de Goiânia (HUGO),  foi  imediatamente conduzida para a área de imaginologia aonde  constatou-se fratura  somente  no úmero direito, descartando a possibilidade  de fraturas dos ossos do crânio e face ou quaisquer imagens de acometimento cerebral. A paciente foi conduzida ao centro cirúrgico e assim realizadas as intervenções desde a área mais profunda da região da face, reposicionamento do pavilhão auricular, pequena rotação de retalho para o recobrimento da parte anteriormente ao pavilhão auricular. A paciente permaneceu sedada por oito dias em unidade de terapia intensiva (UTI) e transferida para enfermaria permanecendo internada por mais oito dias. Durante o período de hospitalização manteve-se a conduta de hidratação e manutenção equilíbrio hidroeletrolitico, antimicrobiano profilático, analgésicos e antiinflamatorio e protetor gástrico. A ferida foi tratada durante  o período de hospitalização e seguido até completar os trinta dias com a pomada  kolagenase. Durante seis meses após a alta hospitalar, associou -se também a laserterapia o que mostrou uma reparação satisfatória.

CONCLUSÃO: Torna-se evidente que a manipulação de tecidos moles da face deve estar no domínio do Cirurgião Buco-maxilo-facial devido aos inúmeros casos de traumatismo obtendo o melhor resultado possível, minimizando as sequelas estéticas e funcionais.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  1.  World Health Organization. World report on road traffic injury prevention. Geneva: WHO; 2013.
  1. Bacchieri, Giancarlo, and Aluísio JD Barros. "Acidentes de trânsito no Brasil de 1998 a 2010: muitas mudanças e poucos resultados." Revista de Saúde Pública 45 (2011): 949-963..
  1. Nayak, SS, Kamath, AT, Gupta, K, Roy, A, Roy, S, Chatterjee A. Posttraumatic stress disorder among patients with oral and maxillofacial trauma in a South Indian population. Spec Care Dentist. 2019 May 7.
  2. Edirisinghe, PA, Kitulwatte, ID, Senarathne, UD. Injuries in the vulnerable road user fatalities; a study from Sri Lanka. J Forensic Leg Med. 2014 Oct;27:9-12.

 

Publicado
2019-06-09
Edição
Seção
Resumo