QUALIDADE DE MUDAS DE OLERÍCOLAS BASEADA EM PARÂMETROS DE CRESCIMENTO E INFLUÊNCIA DE BIOCHAR

  • Stefany Lorrayny Lima Universidade Federal de Goiás
  • Charlismilã Amorim do Couto Universidade Federal de Goiás
  • Eli Regina Barboza de Souza Universidade Federal de Goiás
  • Ben Hur Marimon Junior Universidade Estadual de Mato Grosso
Palavras-chave: rúcula, beterraba, berinjela, índice de qualidade de dickson

Resumo

No sistema de produção de olerícolas, a qualidade de mudas é fundamental, influenciada entre outros fatores pelo substrato. Nesse sentido, o objetivo foi avaliar a qualidade de mudas quando o substrato é incrementado com biochar. Além disso, verificar a relação entre o Índice de qualidade de Dickson e variáveis de crescimento, com o intuito de prever a qualidade das plântulas sem a necessidade de destruição. Foram produzidas mudas de rúcula, beterraba e berinjela em bandejas de poliestireno, em casa de vegetação. Os arranjos experimentais e os tratamentos foram distintos para cada espécie. A qualidade das mudas foi verificada pelas relações entre altura e diâmetro, altura e massa seca da parte aérea, massa seca da parte aérea e massa seca radicular e o índice de qualidade de Dickson. A influência dos substratos na qualidade das mudas foi verificada com análise de variância e, quando significativo, com posterior teste estatístico indicado para cada arranjo experimental. Para verificar a correlação entre o Índice de Qualidade de Dickson e os parâmetros de crescimento foi aplicada a análise de correlação linear. O uso de biochar nos arranjos analisados não influenciou a qualidade das mudas de rúcula, beterraba e berinjela. A correlação entre o Índice de qualidade de Dickson foi forte e positiva para número de folhas e diâmetro, nas mudas de rúcula, beterraba e berinjela. Nos arranjos experimentais testados o biochar não é eficiente. Os parâmetros de crescimento podem ser usados para aferir a qualidade das mudas de beterraba, rúcula e berinjela.

Biografia do Autor

Stefany Lorrayny Lima, Universidade Federal de Goiás

Possui graduação em Agronomia (2012) e mestrado em Ecologia e Conservação (2015) pela Universidade do Estado de Mato Grosso, com ênfase em produção de mudas, uso de carvão vegetal (biochar) e publicações científicas. Atualmente finaliza o doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas pela Universidade Federal de Goiás, com estudos na área de genética de populações, com ênfase em filogeografia de espécies do Cerrado. Tem experiência em docência no ensino superior em disciplinas como genética, melhoramento vegetal, estágio supervisionado, tecnologia de produtos agropecuários e atividades complementares.

Charlismilã Amorim do Couto, Universidade Federal de Goiás

Possui graduação em Agronomia pela UniEvangélica com campus situado em Goianésia, Goiás (2015). Possui mestrado em Agronomia com ênfase em Produção Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2017). Atualmente está cursando Doutorado pelo Programa de Pós Graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás com ênfase em Produção Vegetal e também é pós graduando em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Faculdade Araguaia. Já atuou como professor das disciplinas de Fruticultura e Agricultura Geral do curso Técnico em Agricultura fornecido pelo Instituto Tecnológico do Estado de Goiás. Atualmente possui vínculo como professor das disciplinas de Ecologia, Controle Ambiental e Interpretação Socioambiental do curso Técnico em Meio Ambiente (Modalidade EAD) e das disciplinas de Extensão Rural, Avicultura de Corte e Postura e Associativismo e Cooperativismo do curso Técnico em Agropecuária (Modalidade EAD), fornecidos pelo Instituto Tecnológico do Estado de Goiás por meio do PRONATEC (2018/2019). Possui experiência na área de Segurança do Trabalho, atuando nos seguintes temas: treinamentos operacionais e sobre Normas Regulamentadoras, elaboração de laudos, auditorias, análises de acidentes, dentre outros. Também possui experiência na área de Agronomia, com ênfase em Produção Vegetal, atuando principalmente nos seguintes temas: Fruticultura, grandes culturas, nutrição mineral e irrigação.

Eli Regina Barboza de Souza, Universidade Federal de Goiás

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás (1994). Mestrado (1999) e Doutorado (2006) em Produção Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (UFG). É professora efetiva da Universidade Federal de Goiás desde 2008 e atualmente Professora Associada II. É docente permanente do Programa de Pós Graduação em Agronomia. Foi sub-coordenadora do primeiro Curso de Especialização em Tomate para Processamento Industrial (UFG). Ministra as disciplinas de Horticultura Geral e Fruticultura para a graduação e as disciplinas de Fruticultura II e Frutíferas Nativas do Cerrado para a Pós-Graduação. Desenvolve pesquisas na área de Fitotecnia, atuando principalmente nos seguintes temas: Cerrado, frutíferas nativas, frutíferas comerciais, hortaliças e propagação.

Ben Hur Marimon Junior, Universidade Estadual de Mato Grosso

Possui graduação em engenharia florestal pela Universidade Federal de Mato Grosso (1986), mestrado em Ciências Florestais (2003) e doutorado em Ecologia (2007) pela Universidade de Brasília e pós-doutorado em ecologia florestal pela Universidade de Leeds, Inglaterra (2012-2013). É professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), pesquisador permanente da RAINFOR Network (Universidade de Leeds, Inglaterra), da rede Global de Monitoramento de Ecosistemas (Universidade de Oxford) e da ATDN (Amazon Tree Diversity Network). Foi pesquisador visitante da Universidade de Leeds em 2010, 2016 e 2018 e da Universidade de Exeter (Inglaterra), em 2015. É bolsista produtividade em pesquisa do CNPq, membro do Corpo Editorial da revista Scientia Forestalis (IPEF) e revisor de 18 periódicos científicos. Ao longo de sua carreira publicou mais de 100 artigos científicos indexados e possui mais de 1.700 citações na Web of Science. É Coordenador do Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Ecologia e Conservação da UNEMAT-Nova Xavantina, orientador de doutorado da Rede BIONORTE (CNPq/UFAM) e de mestrado no PPG Biodiversidade e Agroecossistemas Amazônicos (UNEMAT-Alta Floresta). Possui experiência em ecologia florestal, atuando principalmente em fitogeografia, ciclos biogeoquímicos, mudanças climáticas, balanço do carbono e carbono pirogênico na agricultura.

Publicado
2019-06-04