A Construção da figura do estrangeiro

da Antiguidade ao paradoxalismo da pós-modernidade

Autores

  • Maxilene Soares Corrêa Centro Universitário Brazcubas

Palavras-chave:

Estrangeirismo, História, Pós-modernidade

Resumo

Os fenômenos migratórios não são novos. Desde a antiguidade as pessoas, seja em grupo, seja individualmente, deixam seus lugares e grupos de origem para estabelecerem-se em outros. A migração é, desde os primórdios, uma resposta às necessidades físicas de comida, abrigo ou segurança. Ou seja, o estrangeiro sempre existiu. No entanto, o fenômeno da migração remodelou-se conforme diferentes episódios da história da humanidade.  Os contornos da figura do estrangeiro foram sendo modificados ao longo dos anos. O presente artigo parte, então, da ideia de que a figura do estrangeiro, bem como a sua proteção pelo direito, foram passando por diversas mutações nos diferentes contextos históricos, políticos e sociais, ao longo da história da humanidade. O estrangeiro é uma construção constante. Pergunta-se: como se deu a construção da figura do estrangeiro nas diferentes épocas da história ocidental? Em que momento dessa constante (re)construção nasce o Direito Internacional das Migrações? Para tanto, o escrito utiliza a história como laboratório, de modo a analisar a figura do estrangeiro em diferentes épocas, a partir de uma abordagem bibliográfica e analítica. Em um primeiro momento, trata da história primitiva e antiga, com análise do direito Grego e Romano. No segundo tópico, o foco é o surgimento do Estado e como a Modernidade influenciou para a noção de nacionalidade e estrangeirismo. Por fim, o artigo trata dos contornos que a pós modernidade trouxe à figura do estrangeiro, finalizando com breves comentários acerca de como as características da pós modernidade influenciaram a crise migratória global que vivemos nesse século.

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Publicado

2022-08-15 — Atualizado em 2022-08-15

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