O feminismo e a constante luta por direitos justos e igualitários

  • Amanda Mendes Abreu Lopes
  • Éder Mendes de Paula
  • Marília Brandão de Andrade
  • Maxilene Soares Corrêa
Palavras-chave: Luta, Direitos, Mulheres

Resumo

Introdução
É notável que o mundo sempre foi alvo de pequenas e grandes transformações, as pessoas sempre buscavam ir atrás das coisas que julgavam ser melhores para si, muitas das vezes sem pensar nas consequências que poderiam sofrer com esses atos. Nessa linha de raciocínio, enfatiza-se a luta das mulheres na conquista por direitos justos e igualitários, os quais nunca haviam sido atribuídos da maneira que deveria, sem nenhum modo de exclusão, livre de qualquer preconceito.
Partindo dessa análise, é cabível enfatizar a relevância de estudo desse tema, visto que é óbvio o impacto que este assunto causa nas pessoas, com o intuito de gerar uma reflexão perante todo o meio social em busca de melhoria. Além disso, deve-se atentar que a mesma irá produzir benefícios acadêmicos e científicos, podendo contribuir para os estudos acerca de um problema tão antigo.
Diante do exposto, é importante perceber o verdadeiro valor do sexo feminino perante a sociedade, tornando imprescindível uma avaliação mais profunda desse tema. Além disso, é interessante procurar identificar quais foram as suas conquistas e o que ainda pode ser melhorado, proporcionando maiores igualdades e buscando caminhos que colaborem bem mais para o progresso das mulheres, com a necessidade da quebra de tabus impostos por uma sociedade machista e preconceituosa, onde acabam inferiorizando a sua capacidade de pensamento e ação.
Metodologia
Os métodos de pesquisa utilizados para a contribuição do presente trabalho foram com base no uso da pesquisa bibliográfica, onde, mediante esta, conseguimos compreender um problema desde o seu contexto histórico até sua influência atual, formulando uma análise
completa, elencando suas principais contribuições teóricas sobre a problemática abordada. Tal pesquisa foi realizada mediante meios eletrônicos, anais e artigos, em sua maioria.
Resultados
Se for analisar passo a passo da história, seja a brasileira ou mundial, as mulheres sempre foram alvos de discriminação e vítimas de uma sociedade machista, os quais eram incapazes de reconhecer o real valor do sexo feminino, colocando-as como mero objetos. As mesmas não passavam de seres alienados e submissos, cuja única função era seguir as ordens impostas, elas desde cedo assumiam um papel de servir o sexo masculino, seja ao pai, quando solteira, e depois ao marido, quando construísse sua família, vivendo, assim, numa constante dominação.
Partindo desse ponto de vista, é importante mencionar o fato de que até mesmo grandes pensadores ocidentais foram capazes de escrever em contribuição para a diminuição das mulheres, apresentando argumentos totalmente desfavoráveis e abrindo caminhos para enfatizar ainda mais a idealização da incapacidade das mesmas. Proudhon (2011), coloca a mulher como um ser incapaz de exercer sua cidadania, julgando-a como inferior e desprovida de ideais e raciocínios lógicos, com facilidade à destruição, enaltecendo a inteligência masculina. Hegel (2011) expõe, mesmo que elas estejam sujeitas à educação e desenvolvessem ideias felizes e tivessem bom gosto, nunca conseguiriam atingir o ideal. Cesare Lombroso (2011), dá destaque à deficiência da inteligência feminina e sua ineptidão para filosofar. Arthur Schopenhauer (2011), com base na seleção natural, coloca a mulher como um ser dissimulado e põe o homem como alguém dotado de toda a força física e poder de raciocinar, assim, diante de tanto fingimento por parte delas, não conseguiriam alcançar a verdade filosófica. Logo, evidencia-se a total falta de credibilidade em relação ao sexo feminino.
Como era algo imposto, mas tido como normalizado na sociedade e já se perdurava durante séculos, elas acabavam aceitando essa situação, até mesmo por não terem oportunidade de reivindicar por seus direitos. Mas mesmo sendo dessa forma, algumas mulheres já tinham em mente uma vontade de clamar por igualdade e repudiar esta inferioridade instalada contra o universo feminino. Sendo assim, a partir desses primeiros pensamentos, começaram a surgir ideais de como coloca-los em prática, onde as mesmas buscaram modos de extinguir a discriminação e disseminar uma igualdade perante ambos os sexos, masculino e feminino.
As manifestações feministas, iniciadas a partir do século XVIII, são movimentos políticos e sociais com o objetivo principal de alcançar a igualdade entre os gêneros, dando às mulheres a garantia da participação ativa na sociedade em todas as áreas que as mesmas possuem direito de expressar sua opinião, seja no trabalho, na educação ou até mesmo no cenário político. Dessa forma, os movimentos feministas são também racionais, isto é, relacionados ao intelecto, tendo em vista que pesquisas são feitas com diversas mulheres com o intuito de comprovar e confirmar que não há distinção entre a capacidade feminina e masculina.
O marco inicial das lutas se deu no século XIX através de inúmeras mulheres em busca da igualdade política e jurídica entre os sexos, como foi o caso da protestação pelos direitos à cidadania, podendo citar o direito à educação, à posse de bens, ao divórcio, mas o primordial, portanto, foi a luta sufragista pelo direito ao voto feminino, que houve uma grande repercussão por acontecer em diversos países no mundo. Esse movimento se desenvolveu junto com a Revolução Industrial e, em 1893, a Nova Zelândia foi o primeiro país a reconhecer e aprovar o direito de comparecer às urnas e votar. Já no Brasil, as mulheres conseguiram almejar esse direito em 1932, porém concretizando somente em 1933, pois o cenário brasileiro era ditatorial sob comando de Getúlio Vargas, logo só puderam comparecer às urnas nas eleições de 1946.
Embora muitas foram as conquistas relacionadas ao direito da mulher, antes de alcançarem a posição atual, essas passaram por diversas situações e consequências de fatores marcantes. Podemos citar que, por meio de muitas lutas em busca da igualdade, uma das vitórias conquistadas foi a celebração do Dia Internacional da Mulher no dia 8 de Março. Entretanto, essa data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil situada em Nova York no ano de 1911 e, por conseguinte, cerca de 130 operárias morreram carbonizadas.
Nos dias atuais, inúmeras mulheres possuem uma ocupação no âmbito profissional, ou até mesmo, um cargo na política do país. Todavia, antes de conquistarem o lugar onde se encontram, as mulheres estiveram confinadas dentro de seus lares por milênios, e como consequência, foram encarregadas somente pelos trabalhos domésticos. Apesar de avançarem e conseguirem uma posição melhor no mercado de trabalho, ainda há uma discrepância salarial entre os sexos, e também, uma desigualdade na confiança do trabalho feminino.
Conclusão
Tendo em vista os aspectos apresentados, pode -se concluir que as mulheres foram verdadeiras guerreiras, lutaram de uma maneira brilhante para tonar possível a saída da zona de inferioridade que as colocaram durante muito tempo. Desse modo, adquiriram uma ocupação de maior relevância na sociedade, além da obtenção de amparo jurídico. Porém, mesmo diante de tantas vitórias, fica evidente a existência da necessidade de mais mudanças, almejando sempre mais reconhecimento e ideais de justiça em prol das mesmas.

Publicado
2018-05-17