USO DE ANÁLOGOS DO GNRH NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE:UMA REVISÃO DE LITERATURA

  • Alanna Moreira Borges UniRV Goianésia
  • Mayva Luany Oliveira Pires UniRV Goianésia
  • Marcus Vinícius Cordeiro Costa UniRV Goianésia
  • Elbia Maria Sousa UniRV Goianésia
Palavras-chave: Tratamento, endometriose, GnRh, hormonal, dor.

Resumo

Introdução: Endometriose trata-se de uma doença inflamatória crônica benigna, de etiologia ainda desconhecida, que acomete mulheres em idade reprodutiva. É definida pela presença semelhante ao endométrio, fora da cavidade uterina, geralmente no peritônio pélvico, nos ovários, no reto e no sistema nervoso central. É caracterizada, em sua maioria, por dores pélvicas e frequente evolução para a infertilidade. De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento hormonal tem como foco principal promover um ambiente inadequado para a manutenção dos tecidos endometrioides, através da produção de uma anovulação crônica. Contudo, a tomada de decisão quanto ao tipo de terapêutica utilizada, leva em conta fatores como local afetado, idade da paciente, desejo de engravidar e se houve comprometimento de outros órgãos. Objetivo: Discorrer sobre o tratamento da Endometriose utilizando análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRh). Metodologia: Este estudo é uma revisão integrativa de estudos secundários, contemplando diversos autores, revistas de saúde, periódicos e artigos científicos, publicados entre os anos de 2010 e 2019 em língua inglesa e portuguesa. Foram pesquisadas na base de dados SciELO e PubMed, utilizando a combinação dos descritores: “endometriose”, “tratamento” e “diagnóstico”. Resultado: Dentre as opções terapêuticas hormonais para a endometriose, o uso de análogos ao GnRh tem se destacado quanto ao tratamento de sintomas da doença juntamente com a diminuição de efeitos adversos, como os produzidos por anticoncepcionais orais combinados (ACOs). Seu mecanismo principal é a produção de um feedback negativo hipofisário, resultando em hipogonadismo hipogonadotrófico, concentrações de níveis séricos de estrogênio menores, gerando amenorreia e uma anovulação reversível. O bloqueio hormonal com análogos de GnRh, obtém bons resultados, chegando ao desaparecimento dos sintomas clínicos na maioria dos pacientes, apesar de uma possibilidade de recorrência de 25% a 35%. Desta forma, pode ocorrer estabilização ou até mesmo regressão do quadro clínico. Diferentes análogos ao GnRH podem ser utilizados, porém, de acordo com o Ministério da Saúde, destacam-se a Leuprorrelina, para demonstrou alívio da dismenorreia, da dor, da sensibilidade pélvica e da dispareunia; a Gosserrelina, com melhora nas aderências, implantes, sintomas pélvicos e achados do exame físico, após 6 meses de uso; e a Triptorrelina, que foi eficaz no tratamento da dor e reduziu significativamente a extensão da endometriose. A busca resultou em 30 publicações (12 PubMed e 18 SciELO), que foram analisadas segundo os critérios desejados. Destes, 18 artigos foram excluídos por não abordarem o tratamento hormonal da Endometriose. Conclusão: Esta revisão é de grande relevância ginecológica pois a endometriose tem alta incidência na atualidade. Além disso, possibilitou uma maior compreensão sobre a endometriose e as particularidades do seu tratamento, contribuindo para a manutenção do conhecimento de acadêmicos e profissionais da saúde a respeito do manejo dessa doença ginecológica, para a melhor atenção junto à saúde da mulher.

Publicado
2019-11-04