RACISMO E MACHISMO: O REFLEXO DESSES FENÔMENOS NA SAÚDE DA MULHER NEGRA

  • Emannuel Matheus Silva da Mata
  • Fernanda Heloisa Macedo Soares FACEG
Palavras-chave: Mulher Negra, Machismo, Racismo, Saúde, Preconceito

Resumo

Os conhecimentos científicos visados por esse trabalho serão alcançados com o estudo do conjunto de assuntos que cercam o tema escolhido, serão obtidos através do uso do método dedutivo. A técnica de pesquisa será a documental indireta, que abrange a pesquisa documental e bibliográfica. Tem como objetivos principais analisar os direitos fundamentais quanto a questão do direito à saúde e verificar as políticas públicas de acesso à saúde da mulher negra.

            A sociedade brasileira foi historicamente construída com base em uma cultura machista e misógina, pondo sempre a mulher em uma posição secundária. As definições de gênero foram construídas e acabaram por estabelecer uma dominação masculina, fenômeno social estudado por Pierre Bourdieu, o qual defende que essa dominação é imposta através de uma violência simbólica,

            Além disso, o racismo se conceitua por uma “concepção de superioridade racial de um grupo em relação a outro”, já o preconceito “se traduz na construção mental ou afetiva de uma ideia negativa sobre um determinado grupo humano a partir da perspectiva do arcabouço moral do sujeito que julga”. (TEIVE, 2006, p.63-64).

            Nota-se com isso, que o preconceito está cotidianamente presente na sociedade brasileira. Com um olhar atento, fica claro que o preconceito está presente em vários lugares, nas ruas, nas escolas, no mercado de trabalho e, insolitamente, nas instituições de saúde.

            Segundo Leal, Gama e Cunha (2005), as mulheres negras com nível de instrução mais baixo tiveram ínfimo acesso à atenção adequada, de acordo aos padrões definidos pelo Ministério da Saúde. Tendo isso em vista, é impossível deixar de averiguar que na sociedade há dois níveis de discriminação: a educacional e a racial.

            Percebe-se, então, que o preconceito não está presente apenas no pensamento popular, vai além disso, esse fenômeno também se encontra no eixo de organização das unidades públicas de saúde. Com isso, faz-se notável a necessidade da propagação de ideias que ponham fim à posição imposta à mulher diante da sociedade e, ainda, que auxiliem no declínio da posição racista das instituições públicas.

Biografia do Autor

Emannuel Matheus Silva da Mata

Acadêmico do Curso de Direito - FACEG

Voluntário do Programa de Iniciação Científica - FACEG

Publicado
2019-11-04