O PAPEL DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NOS CUIDADOS PALIATIVOS

  • Mayva Luany Oliveira Pires UniRV
  • Alanna Moreira Borges
  • Marcus Vinicius Cordeiro Costa
  • Letícia Vieira da Cunha
Palavras-chave: Cuidados paliativos, Humanização, Equipe multiprofissional

Resumo

INTRODUÇÃO: A Organização Mundial de Saúde (OMS) define cuidado paliativo (CP) como uma abordagem cujo objetivo é promover a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de condições que ameaçam a continuidade da vida, por meio de prevenção e alívio do sofrimento, identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. Diante disso, o CP deve ser responsabilidade de uma equipe multidisciplinar (EM), a qual é composta por diversos profissionais que irão unir seus conhecimentos e práticas e atuar em conjunto apoiando e assistindo o paciente. OBJETIVO: Entender o papel da EM no cuidado ao paciente em condição de CP e sua função junto ao paciente com mau prognostico. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica de periódicos publicados entre 2014 e 2018 na língua portuguesa através da busca pelos recursos eletrônicos na base de dados SCIELO. Os descritores utilizados foram: “cuidados paliativos”, “humanização” e “equipe multiprofissional”. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A EM em CP pode ser composta por enfermeiro, técnico de enfermagem, psicólogo, médico, assistente social, farmacêutico, nutricionista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, odontólogo, e assistente espiritual. De acordo com a OMS, os princípios básicos de atuação da EM são: promover o alívio da dor e outros sintomas desagradáveis;  afirmar a vida e considerar a morte como um processo normal da vida; não acelerar nem adiar a morte; integrar os aspectos psicológicos e espirituais no cuidado ao paciente; oferecer um sistema de suporte que possibilite o paciente viver tão ativamente quanto possível, até o momento da sua morte; oferecer sistema de suporte para auxiliar os familiares durante a doença do paciente; fazer abordagem multiprofissional para  melhor identificar e abordar as necessidades dos pacientes e seus familiares, incluindo acompanhamento no luto; melhorar a qualidade de vida e influenciar positivamente o curso da doença; por último, deve ser iniciado o mais precocemente possível, juntamente com outras medidas de suporte de vida, como a quimioterapia e a radioterapia e incluir todas as investigações necessárias para melhor compreender e controlar situações clínicas estressantes. Os resultados apontam que o CP não deve se basear somente em protocolos, mas em princípios humanizados, que enxerguem o ser humano de forma integral. Enfatiza-se, portanto, que para tal visão holística do paciente e melhor abordagem de suas queixas e condições clínicas, espirituais, sociais e familiares, é necessária a presença de profissionais de diferentes áreas capacitados para o cuidado, que conversem e interajam entre si, construindo e trocando conhecimento e abordagens com o propósito de proporcionar o melhor e mais correto cuidado ao paciente e sua família. A busca resultou em 16 publicações, as quais foram analisadas segundo os critérios. Destes, 10 artigos foram excluídos por não abordarem o objetivo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Verifica-se a importância da correta formação profissional e do apoio da EM para o paciente e familiares, bem como entre si, valorizando a troca de conhecimento e experiência. Além de um cuidado humanizado, pautado na escuta atenta e no acolhimento ao paciente, familiares e suas queixas de diferentes esferas.

Publicado
2019-11-04