POTENCIAL FUNGITÓXICO DO EXTRATO ETANÓLICO DE PINHÃO-ROXO NO CONTROLE DE Bipolaris sp. NA CULTURA DO MILHO

  • Valdivino Aparecido Straioto Cordeiro Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Mylena Marques Dorneles Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Ayure Gomes da Silva Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Eliane Divina Toledo Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Jaíza Francisca Ribeiro Chagas Instituto Tecnológico do Estado de Goiás, Campus Goianésia
Palavras-chave: Zea mays, pinhão-roxo, extratos vegetais

Resumo

A espécie Jatropha gossypiifolia, mais conhecida como Pinhão-Roxo, ocorre em todas as regiões brasileiras. Há muitos estudos para avaliar o potencial toxicológico dessa espécie em humanos e animais. O fungo Bipolaris sp. é o agente causador da mancha de bipolaris, uma das principais doenças foliares da cultura do milho, ocasionando danos significativos em decorrência da destruição dos tecidos foliares e consequente redução de fotoassimilados. A utilização de substâncias extraídas de vegetais que atuam na inibição de fungos associados a sementes pode ser de grande utilidade no controle de doenças do campo. O controle de doenças em plantas por meio de extratos é devido principalmente à ativação dos mecanismos de resistência provocados pelos componentes biológicos dos extratos e têm sido demonstradas por muitas espécies de plantas. Foi-se adotado o delineamento experimental inteiramente casualizado, em esquema fatorial (5x2), com quatro repetições. Para o processo de obtenção do extrato etanólico, 15g de material vegetal seco e triturado (folha e haste) foram acondicionados em Erlenmeyers separadamente, acrescidos de 60 ml de álcool 40%. Os frascos foram vedados e deixados para fermentar no escuro por um período de 15 dias, em temperatura ambiente. Posteriormente, o produto obtido foi filtrado com o auxílio de papel filtro e gaze dupla esterilizada e após a filtragem procedeu-se a diluição nas concentrações 0, 25, 50, 75 e 100%, utilizando-se uma pipeta graduada. Alíquotas de 400 µL de cada concentração das diferentes partes da planta foram adicionadas a 100 ml de BDA, posteriormente vertidos em placa de Petri, 48 horas após o procedimento foram depositados discos de 5mm de diâmetro do fungo Bipolaris sp. ao centro da placa. O experimento foi mantido em câmara BOD com fotoperíodo 12 horas luz/12 horas escuro, em temperatura ambiente de 23ºC. Os dados coletados foram utilizados para calcular o índice de crescimento micelial e a avaliação foi realizada através de medidas diametralmente opostas da colônia, 48h após a deposição dos discos nas placas, durante o período de 10 dias. Verificou-se que o extrato obtido através das folhas induziu um menor crescimento micelial se comparado ao extrato de hastes. Este resultado se deve provavelmente ao método de extração, pois a jatrofona, principal constituinte da espécie J. gossypiifolia é ricamente encontrado nas folhas, sendo etanol o solvente mais eficiente para extração deste diterpeno. Quanto às concentrações, não houve diferença estatística segundo teste de Scott-Nott a 5% de probabilidade.

Publicado
2019-11-04