Agricultura de Precisão e seu papel dentro da empresa Jalles Machado

  • Felipe Augusto Fernandes Faceg
Palavras-chave: Agricultura, agricultura de precisão, Jalles Machado

Resumo

A agricultura está interligada diretamente com o surgimento e o desenvolvimento das civilizações ao redor do mundo, com alguns registros que datam de milênios antes de Cristo, como por exemplo, a utilizada pelos egípcios em mais ou menos 2.000 a. C.. Nesta época havia grandes disputas territoriais entre os povos, a fim de ocupar as terras mais próximas aos rios, principalmente aqueles que possuíam épocas de cheias e baixas. Quando estes rios baixavam, deixavam expostas camadas de uma terra preta, rica em nutrientes e altamente propícia ao cultivo de plantações.
            Ao longo dos anos para produzir uma boa lavoura e gerar bons resultados foi-se percebendo a necessidade de fertilizar o solo, assim como equilibrar os níveis de acidez de acordo com cada tipo de terreno. Mas com o passar dos anos notou-se que a aplicação destes nutrientes deveria ser medida e controlada em função de cada tipo de solo e cada concentração de material pré-existente no mesmo. De acordo com essa necessidade surgiu o termo “Agricultura de Precisão”, que caracteriza o processo de modernização da lavoura, para maximizar a geração de resultados e reduzir os custos da produção.  Seu surgimento se deu no início do séc. XX, mas sua consolidação só ocorreu nos anos de 1980, na Europa e nos Estados Unidos, mediante ao advento de microcomputadores, sensores e softwares capazes de tornar realidade os projetos existentes.

A agricultura de precisão na Jalles Machado

            O setor da agricultura de precisão é dividido em dois ramos principais: A topografia, que através da utilização de equipamentos como drones, referenciamento geográfico, VANTs e outros, é responsável por executar o mapeamento das áreas, elaboração dos mapas de serviços e operações e controles específicos dentro da lavoura. Por sua vez a automação é incumbida de fazer a instalação, manutenção e garantir o bom funcionamento dos equipamentos que são instalados nos veículos, para a automatização do campo, como por exemplo: piloto automático, sistema de bordo, sistema integrado entre equipamento e implemento, entre outros.

            Este “novo” sistema também é capaz de possibilitar o máximo aproveitamento do solo, uma vez que a junção entre piloto automático e GPS garante que todas as linhas de plantio serão feitas com a mesma medida entre as mesmas, assim não há desperdício do terreno. Já na aplicação de insumos, a automação juntamente com sensores e implementos dosa a quantidade correta, baseada nos estudos, cálculos e mapas, fornecidos pela topografia, para que assim o solo não fique fraco e não seja sobrecarregado com nutrientes. Por sua vez a colheita faz a utilização do sistema de rede dos bordos, que fornece comunicação entre equipamentos, de maneira inteligente. Um exemplo é quando uma colhedora está em campo, à medida que ela colhe e enche o transbordo, emite um sinal para que outro venha até seu encontro. Devido a isso há uma grande otimização do serviço, pois não há necessidade de parar as atividades durante uma possível espera.

 

 

Publicado
2019-11-04