UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR REEDUCANDOS EM UNIDADES PRISIONAIS

  • Camila Cardoso FACEG
  • Letícia Ferreira Oliveira
  • Isabela Cristina Evangelista Vaz de Araújo
Palavras-chave: assistência farmacêutica, penitenciárias, tratamento farmacológico

Resumo

Introdução: A saúde é um direito fundamental do ser humano onde o Estado deve prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício (BRASIL, 1990). A fim de garantir o acesso à assistência à saúde a pessoas privadas de liberdade, através do apoio de profissionais especializados e do acesso à medicamentos, o Sistema Único de Saúde (SUS) criou a Política Nacional de Atenção Integral a Saúde de Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) (BRASIL, 2014a). Objetivo: Sendo assim, tem-se como objetivo analisar o perfil de utilização de medicamentos por reeducandos em unidades prisionais. Metodologia: Para o desenvolvimento da revisão bibliográfica foi utilizado o descritor Penitenciárias nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem on-line (Medline). Foram incluídos artigos publicados em português, no período de 2010 a 2019, disponibilizados na íntegra e que retratassem a temática referente à utilização de medicamentos nas unidades prisionais. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva, a fim de descrever, observar e classificar os dados. Resultados e Discussão: A utilização de medicamentos é uma ferramenta comumente utilizada que auxilia a aliviar sinais e sintomas e a cura de doenças. Os estudos têm apresentado que a saúde dessa população é preocupante, uma vez que a gestão tem característica reducionista, fragmentada e limitada da assistência ofertada nas unidades prisionais (BRASIL, 2010). Além dos problemas relacionados ao acesso à assistência farmacêutica neste ambiente, identifica-se falhas como a adesão ao tratamento medicamentoso, processo, que também deve ser acompanhado pela equipe de saúde da unidade prisional (BRASIL, 2014b). Um trabalho realizado no sistema penitenciário do estado do Ceará identificou que o medicamento mais utilizado no tratamento dos penitenciários com transtornos mentais foi o haloperidol (27,5%). Além disso, os pesquisadores observaram 58 potenciais interações medicamentosas (1,7 ± 1,85 interações por pacientes). Quanto à classificação das interações, 22,4% do tipo menor, 51,7% do tipo moderada e 24,13% do tipo maior, 74,10% com início demorado, 24,13% com início rápido (ALMEIDA, A. P; LIMA, R. P; MORAIS, A. C. L. N; 2018).Conclusão: Com isto se observa a grande importância do trabalho da equipe de saúde, inserida nas unidades prisionais, a fim de realizar recomendações exitosas aos reeducandos sobre a necessidade em se continuar o uso dos medicamentos até o final do tratamento, orientar sobre o uso seguro e racional dos medicamentos, para que possam trazer benefícios à saúde física, mental e social.

Publicado
2019-11-04