ESTUDO DA CONDIÇÃO DE VIDA DOS ADOLESCENTES, ATORES DE ATOS INFRACIONAIS, RESIDENTES NO MUNICÍPIO DE GOIANÉSIA, GOIÁS (2017

  • Cristiane Ingrid de Souza Bonfim
  • Bruno Da Silva Mendes Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Marielle Cristina Oliveira
Palavras-chave: adolecentes, atos infracionais, políticas públicas

Resumo

Santos e Silveira (2005) afirmam que o território deve ser compreendido por intermédio de seu uso e, com efeito, de quem usa o território.  Para Sack (1986), o conceito de território integra a expressão de uma determinada área dominada por um conjunto de pessoas e, como efeito desse domínio, a faculdade de controle influencia consideravelmente o comportamento de outras pessoas. Souza (2006) cita como exemplos os territórios da prostituição feminina ou masculina (prostitutas, travestis, entre outros) que comumente são encontrados em áreas de obsolescência ou espaços deteriorados. Durante o dia tais territórios são ocupados por pessoas trabalhando, fazendo compras. Ao contrário durante o período noturno os territórios são ocupados por outro tipo de paisagem humana, qual seja, prostitutas, travestis. O uso do território é uma categoria de análise social. O mundo atual coloca esta geração em uma condição paradoxal: Para os mais velhos a expectativa de vida tem se ampliado, enquanto que para os jovens têm-se revelado um sentimento de vulnerabilidade, alicerçado em medos, que segundo Novaes e Salum (2009) são os seguintes: bala perdida, ser preso, violentado, domínio do tráfico, polícia, sofrer violência, etc, isto porque os dados estatísticos evidenciam a pertinência desses medos, pois os jovens tem encontrado a morte cada vez mais cedo. Fato é que a mídia reporta um cenário desesperador com alta incidência de adolescentes cometendo atos infracionais, atuando em crimes como homicidios, roubos, furtos, tráficos de substância entorpecentes, etc. O que choca o seio social em especial aos moradores do Município de Goianésia é que tais adolescentes deveriam estar estudando, praticando esportes e ao invés disso estão percorrendo as ruas do município para reprodução de atos infracionais.

REFERÊNCIAS

 

SACK, Robert. The human territoriality - its theory and history. Cambridge, Cambridge University Press, 1986. 400 p. In: Transformaç~eos no conceito de território: competição e mobilidade na cidade.  Rodrigo Ramos Hospodar Felippe Valverde. Trabalho aceito em abril de 2004 - GEOUSP - Espaço e Tempo, São Paulo, Nº 15, pp. 119 - 126, 2004. Disponível em: http://www.geografia.fflch.usp.br/publicacoes/Geousp/Geousp15/Artigo8.pdf. Acesso em: 19 de out. de 2018. 

 

SALUM, Maria José Gontijo. Juventude, Subjetividade e Violência. In: Pensando sobre politicas públicas de lazer para juventude em contextos de vulnerabilidade social: contribuições a partir de pesquisa em Ribeirão das Neves. Minas Gerais. Vânia Noronha (org.) Belo Horizonte: Editora, 2009. 

 

SANTOS, Milton. Território e sociedade: Entrevista com Milton Santos. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2001

 

SILVEIRA, María Laura. Novos aconteceres, novas territorialidades. Territorialidades Humanas e Redes Sociais. Leila Christina Dias Maristela Ferrari (organizadora), Florianópolis: Insular, 2011.  

 

SOUZA, Marcelo José Lopes de. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: Geografia: conceitos e temas . organizado por Iná Elias de Castro, Paulo Cesar da Costa Gomes, Roberto Lobato Corrêa. 8.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.  

 

Publicado
2018-10-23