DESENVOLVIMENTO DA BROTAÇÃO E DO SISTEMA RADICULAR DE MINIRREBOLOS DE CANA-DE-AÇÚCAR EM FUNÇÃO DE DOSES DE ÁCIDO INDOLBUTÍTICO E ÁCIDO GIBERÉLICO E TEMPOS DE IMERSÃO

  • MIRELLY MARTINS DA SILVA FACULDADE EVANGELICA DE GOIANESIA
  • Joseanny Cardoso da Silva Pereira Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Milena Yorrana Oliveira Silva
  • Leidiane dos Santos Lucas Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Doralice Ferreira Alves Faculdade Evangélica de Goianésia
Palavras-chave: Saccharum officinarum, ácido indobutílico (AIB), giberelina (GA)

Resumo

O método para propagação comercial de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum) emprega colmos ou fragmentos de colmos para o plantio, técnica que pouco mudou desde o início do cultivo da cultura no Brasil. O desenvolvimento de novas técnicas, como a produção de mudas pré-brotadas, visam melhorar o sistema clássico de propagação de cana-de-açúcar e proporcionar rendimentos ao setor canavieiro e ao desenvolvimento sustentável da cultura. Mudas pré-brotadas (MPB), permite a redução do volume de mudas, produção rápida, melhor qualidade, vigor, padrão fitossanitário.

Os hormônios vegetais sintéticos, conhecidos por reguladores de crescimento vegetal, são essenciais para o crescimento e desenvolvimento natural das plantas. O ácido indolbutírico (AIB) é uma auxina eficaz para o enraizamento. As giberelinas, ácido giberélico (GA3), alonga partes aéreas e brotações durante a multiplicação. Objetivou-se, verificar o efeito do AIB e GA  em tempos de imersão, no desenvolvimento da brotação e sistema radicular de minirrebolos de cana-de-açúcar.

Os minirrebolos utilizados foram da variedade de cana-de-açúcar CTC 9001, de 3 cm, tratados com o fungicida Comet® 0,5%, imersos por 30 segundos. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado (DIC) com quatro repetições, em esquema fatorial 5 x 3 (doses de AIB – 500 e 1000 mg l-1, dose de GA – 60 mg l-1, combinações – 500 mg l-1 AIB + 60 mg l-1 GA e 1000 mg l-1 AIB + 60 mg l-1 GA e tempos de imersão – 1, 2 e 3 minutos), totalizando 15 tratamentos + testemunha. Cada repetição foi composta por 40 minirrebolos de cana, realizou-se o acondicionamento dos minirrebolos nas caixas de brotação de 1 m², forrada com aproximadamente 2 cm de substrato comercial com a gema para cima e na horizontal. Após colocar os 40 minirebolos, estes foram por 2 cm de substrato comercial, irrigou-se cada caixas com 1 L de água, cobertas com lona preta por 15 dias. As características avaliadas foram porcentagem de brotação e massa seca do sistema radicular, a parte aérea foi cortada rente ao minirrebolo e pesada fresca, logo depois colocada em estufa a 65ºC até atingir peso constante. Os dados foram submetidos à análise de variância, teste de Tukey a 5% de probabilidade e as médias da testemunha foram compradas com os tratamentos pelo teste de Dunnet a 5% de probabilidade.

As doses e tempos de imersão no AIB e GA não proporcionaram ganhos na variável porcentagem de brotação. Os tratamentos empregados não foram estatatisticamente diferentes da testemunha, com exceção do uso da associação 500 mg L-¹ AIB + 60 mg L-¹ GA - 3 minutos, o qual proporcionou menor porcentagem de brotação (61,87%) quando comparado à testemunha (83,12%).

Para massa seca do sistema radicular, constatou-se que a dose 1000 mg L-¹ AIB resultou média estatisticamente  diferente da dose 500 mg L-¹ AIB, proporcionou maior incremento de massa seca de raiz (3,64 g para 4,30 g). No entanto, as doses  60 mg L-¹ GA, 500 mg L-¹ AIB + 60 mg L-¹ GA não diferiram estatisticamente da dose 1000 mg L-¹ AIB. Também podem ser utilizadas para incrementar a massa seca da raiz.

 

Publicado
2018-10-24