PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) EM MORADORES DO MUNICÍPIO DE GOIANÉSIA-GOIÁS

  • Bruna Povoa Ribeiro Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Tainara Ferreira Nunes Faculdade Evangélica de Goianésia
  • Jéssica Catrine Vieria Nascimento
  • Meiriele Lourdes da Silva
  • Elias Emanuel Silva Mota
  • Adelmo Martins Rodrigues
Palavras-chave: Hipertensão arterial sistêmica, fatores de risco

Resumo

 

No ano de 2013, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) junto ao Ministério da Saúde, realizou a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), cuja finalidade era demonstrar a mudança do perfil epidemiológico da população brasileira que tem sido acometida em grande escala por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

Entre as doenças crônicas não transmissíveis mais recorrentes podemos destacar a hipertensão arterial, que é um problema de saúde pública não apenas no Brasil, mas no mundo.

 

O objetivo do estudo é verificar a prevalência da Hipertensão Arterial Sistêmica em indivíduos que participaram do projeto UniCidadã em Goianésia.

A abordagem metodológica foi utilizada através de uma pesquisa de campo, obtida mediante a uma amostragem de pessoas, da cidade de Goianésia-Go. Para a seleção dos indivíduos usou o critério por meio aleatório e voluntário da população que se encontrava no projeto UniCidadã (Projeto realizado pela Faculdade Evangélica de Goianésia, com fins sociais entre acadêmicos e a população.) a coleta dos dados foi realizada no mês de Junho/2018 , os indicadores foram apresentados sob a forma de  questionário semiestruturado com perguntas sociodemográficas (sexo, faixa de idade) e uma filtragem sobre pressão arterial, se o individuo tem conhecimento que possui, se há na família,  se é tabagista, etilista e se faz a prática de algum exercício físico . Permitindo assim a análise de pesquisas que forneçam subsídios a percepção individual da saúde em várias dimensões.

Os resultados mostraram que dos 177 entrevistados, 17% disseram ter sido diagnosticados com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), 69% afirmaram não serem acometidos por HAS e 14% alegaram não saber se possuem ou não a doença.

 Gomes & Alvesem estudo epidemiológico, realizado com 164.456 estudantes do ensino médio em Recife (PE), demonstrou que destes, 82,7% eram normotensos e 17,3% possuíam pressão alta. Nessa população, a pressão aumentou com a idade, contudo sem relação significante.

Quando questionado aos visitantes se “há ocorrência de hipertensão arterial na família”. Dos 147 entrevistados, 66% disseram possuir histórico de hipertensão entre os familiares, 30% citaram que não possuem parentes com HAS e 4% não souberam responder.

 Além desses questionamentos, foi perguntado a 160 participantes se são tabagistas e/ou etilistas.  De acordo com os entrevistados, 10% declararam-se fumantes e 15% disseram fazer uso de bebida alcoólica.

 Segundo Gazeano (2007), existe uma estreita relação entre as principais DCNT e hábitos de vida como alimentação inadequada, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sobrepeso e sedentarismo.

 A última pergunta buscou identificar se a população entrevistada pratica exercícios físicos.  Das 160 pessoas que responderam, 57% afirmaram não praticar nenhum tipo de atividade física, seguidas de 19% que disseram se exercitar pelo menos uma vez na semana, 9% se exercitam pelo menos três vezes semanalmente e 13% executam atividades físicas regularmente.

 Os dados do estudo apontam para uma população menos hipertensa do que com a enfermidade, apesar de a grande maioria possuir histórico de hipertensão na família, fato que merece bastante atenção.

Publicado
2018-10-24