A IMPORTÂNCIA DO MÍNIMO EXISTENCIAL NO COMBATE À VIOLÊNCIA

  • PAULO HENRIQUE RABELO faceg goiaanésia
  • ERIC SILVA SOUZA faceg goiaanésia
Palavras-chave: DESIGUALDADE SOCIAL; MÍNIMO EXISTENCIAL; ERRADICAÇÃO DA VIOLÊNCIA

Resumo

No Brasil, a desigualdade social é o ponto chave para entendermos uma das sociedades que menos se desenvolvem em questões humanitárias no mundo, a ausência de requisitos mínimos para sobrevivência é um reflexo da dignidade humana suprimida através da carência de políticas públicas que possam diminuir a desigualdade social e consequentemente amenizar problemas macros como os da pobreza e violência em nosso País.

A não garantia de um mínimo existencial acaba gerando uma violência simbólica onde é facilmente transformada em violência física durante um processo de segregação, questões que deveriam ser uma ‘’vacina’’ que auxiliaria no combate à desigualdade social, acaba sendo um dos principais motivos que explicam um infeliz e crescente cenário. Segundo dados de 2018 do IBGE, o Brasil sofre uma intensa dificuldade em se trabalhar com políticas de longo prazo no que tange a educação, saúde e Segurança Pública, onde estas 3 áreas sofrem a cada ano drásticas quedas no seu rendimento e na sua eficácia, pois, priorizam-se medidas curativas ao invés de preventivas, o que acaba traduzindo essa situação de caos nos sistemas que deveriam propiciar dignidade aos Brasileiros, principalmente nas classes financeiramente mais baixas.

Diante de tais cenários, uns dos mais preocupantes é o da violência, segundo o IPEA, em 2016 no Brasil, cerca de 63 mil pessoas foram assassinadas, inclusive, os dados também revelam números cada vez maiores relacionados ao tráfico de drogas e ao crime organizado, onde em diversas oportunidades os assassinos são pessoas com pouca a pretensão de garantia do mínimo existencial. Essas pessoas geralmente se inserem no crime pela recompensa financeira rápida, tendo em vista que buscam os mesmos benefícios e proteções que seriam dever do Estado de resguardar. A falta do mínimo existencial faz com que os indivíduos fiquem mais propícios e vulneráveis à pratica de atos delituosos causando um cenário de insegurança na sociedade, elevando assim os índices de violência.

 Nota-se que é cada vez mais comum nos depararmos com manchetes de noticiários relatando as violências que acontecem todos os dias em todo o País, a maioria desses crimes são cometidos nas periferias e favelas dos grandes centros urbanos, principalmente nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, isso se dá pelo esquecimento do Estado onde não há a mínima preocupação com a condição para sobreviver, tornando o mundo do crime um meio viável para suprir essa ausência de recursos e consequentemente fazendo com cresça o número de assaltos, tráfico de drogas, violência e principalmente a insegurança dos moradores.

 

Uma das soluções para resolver essa problemática é reduzir a desigualdade social, precisamos urgentemente de governantes que olhem com mais atenção para a aqueles que compõem uma classe financeiramente mais baixa, que deixem de pensar em si e pensem no próximo, que respeite o princípio da dignidade da pessoa humana e que proporcione para os mais necessitados, condições para viver e não apenas sobreviver.

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/multidominio/condicoes-de-  vida-desigualdade-e-pobreza.html


http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=30253

 

http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33410&Itemid=432

Publicado
2018-10-24