A importância do Agente Comunitário de Saúde na Atenção Básica

  • JÉSSICA CATRINE VIEIRA NASCIMENTO FACEG
  • Adelmo Martins Rodrigues Faculdade Evangélica de Goianésia - FACEG
  • Sarah Lorrane Ramos de Oliveira Faculdade Evangélica de Goianésia - FACEG
Palavras-chave: Comunidade, Unidade de saúde, Agente.

Resumo

O Agente Comunitário de Saúde (ACS) entrou no cenário brasileiro em 1987, no estado do Ceará com a implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), o qual logo se estendeu para a Região Norte. Porém somente através do decreto n° 3.189/1999, as diretrizes do exercício da atividade do ACS no Brasil foram consolidadas. O reconhecimento da profissão se deu em 2002 pela lei n°. 10.507 a qual foi revogada em pela portaria 648/2006 reorganizando a Atenção Básica e o PACS. Entretanto também anulada pela atual Portaria 2.488, de 21 de outubro de 2011, que aprovou a Política de Atenção Básica e revisou as diretrizes e normas da lei anterior. O ACS tornou-se um profissional indispensável nas equipes de saúde, visto como um elo entre a comunidade e a unidade de saúde, pois assiste as famílias em todas as fases, desde o recém-nascido ao idoso. Seu trabalho é um dos alicerces para a inserção e pratica dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), além de ter várias incumbências importantes como ações de prevenção e promoção de saúde, ações de mediação entre o serviço de saúde e os usuários e ações de acompanhamento e reabilitação. O ACS é um operário oriundo do seu próprio local de trabalho e moradia, por lei ele deve residir na área que vai atuar e trabalhar exclusivamente para o SUS. Esse fator acrescenta a visita domiciliar, no acolhimento e na criação de confiança e vinculo, favorecendo e ampliando o contato entre agente e comunidade, contribuindo para uma comunicação facilitada. A função do ACS é cooperar para a qualidade de vida dos indivíduos e da comunidade e para que isso seja eficaz ele deve-se manter em uma vigilância constante. Sua ação proporciona transformações de situações-problema associadas ao saneamento, destinação do lixo, violência intrafamiliar, drogas licitas e ilícitas, acidentes, condições precárias de moradia, situações de exclusão social entre outras encontradas no seu ambiente de trabalho. Estes profissionais são vistos como educadores, pois ao comunicar-se com os usuários, ele orienta, monitora, esclarece, troca informações e escuta, realizando ações educativas, que se inicia na visita, estendendo-se até a Unidade de saúde. O Ministério da Saúde lançou em 2009 o primeiro guia prático do ACS, com o objetivo de oferecer subsídios para o desenvolvimento do seu trabalho. O manual ensina meios para padronizar e facilitar a consulta e o manuseio do agente principalmente nas visitas domiciliares, e qualifica o profissional para realizar bem suas funções de execução e orientação relacionada a saúde da criança, do adolescente, adulto, saúde mental, atenção com à pessoa idosa, acamados, violência domiciliar, doenças transmitidas por vetores: moluscos, insetos, vetores entre outros. Entretanto é de suma importância que todas as Unidades de Saúde Básicas tenham ACS realizando toda a cobertura da sua área, visando a promoção de saúde e prevenção de agravos.

 

Publicado
2018-10-24