Incidência dos erros de administração de medicamentos em ambiente hospitalar e sua relação com o sistema de gestão de riscos implantado

  • Sarah Lorrane Ramos de Oliveira Faculdade Evangélica de Goianésia - FACEG
  • Adelmo Martins Rodrigues Faculdade Evangélica de Goianésia - FACEG
  • Jessica Catrine Vieira Nascimento Faculdade Evangélica de Goianésia - FACEG
Palavras-chave: Sistemas de notificação de reações adversas a medicamentos, Erros de medicação, Sistemas de medicação no hospital, Segurança do Paciente.

Resumo

Os erros de medicação podem ser definidos como qualquer dano evitável causado ao paciente, repercutindo negativamente no cuidado e gerando custos desnecessários aos serviços de saúde. Isso se deve por prolongar o tempo de permanência no hospital interferindo diretamente no processo de recuperação do paciente. Além de um potencial risco de morte do paciente, quando identificados, os erros de medicação causam uma série de efeitos adversos, podendo eles serem reversíveis ou irreversíveis, gerando danos que variam de leves, moderados e graves. Sabe-se que a assistência prestada ao enfermo está cada vez mais fragmentada devido a intervenção da equipe multiprofissional e, consequentemente, devido à complexidade dos cuidados de saúde. Essa modernização e especificidade contínua da assistência requer mudanças no padrão do cuidado prestado no que tange à contínua adequação do sistema de gerenciamento de erros às novas necessidades e demandas da unidade de saúde. Dentre os mais variados ambientes de saúde, o mais passível de erros é o ambiente hospitalar devido a rotina de administração de medicamentos via endovenosa realizada no local, o que torna este ambiente um potencial facilitador para a ocorrência de diversos erros com medicações. Desta maneira, julga-se imprescindível que as unidades de saúde reconheçam a necessidade de adequação do gerenciamento de risco de acordo com as situações e profissionais envolvidos no processo de internação, para que se alcance uma assistência de qualidade e segurança. Para tanto é importante conhecer a forma de notificação, prevenção e reparo dos erros de medicação nas unidades de saúde para verificar se estas são suficientemente adequadas e eficazes na prevenção dos erros. Contudo, é sabido que cada instituição possui características próprias que fazem com que os padrões de erros variem com essas características, tornando evidente a relação direta do sistema de gestão de riscos com a ocorrência dos mesmos. Independente das causas dos erros de medicação, a subnotificação é um empecilho na formulação de estratégias de correção e prevenção dos erros. Além do padrão cultural punitivo, fatores como o estresse emocional, preceitos éticos e a sensação de fracasso profissional, acabam por se sobressair à busca por soluções e causas raiz do erro. Essa situação provoca um ciclo interminável de erros e omissões que ao invés de solucionar e precaver, aumentam a chance de recorrência do erro. Acredita-se que o ponto mais importante durante a ocorrência de um erro não seja o culpado, mas sim os motivos que levaram ao erro. Somente com essa convicção será possível caminhar para um sistema de gestão de riscos eficaz e seguro no que tange à administração de medicamentos.

 

 

Publicado
2018-10-24