CONCRETO COM FIBRAS DE POLIPROPILENO SUBMETIDO A TESTES DE ALTA TEMPERATURA

Autores

  • Thiago Silva UniEvangélica
  • João Guilherme de Pina Matos
  • Jéssica Nayara Dias

Palavras-chave:

fibras de polipropileno, temperaturas, concreto com adição, resistência térmica

Resumo

Entre as tendências atuais de pesquisa no setor da construção civil está a busca por melhoria nos materiais e métodos existentes, e, nesse contexto, o material mais utilizado, que é o concreto, vem sendo associado a outros buscando a melhoria em suas propriedades físicas e mecânicas. Nesse estudo em particular, a fibra a ser empregada é a de polipropileno, que é um material inerte, que não absorve água, não enferruja e é imputrescível. Este trabalho visou a realização de um levantamento de dados por meio de ensaios laboratoriais, que foram realizados no centro tecnológico da Universidade Evangélica de Anápolis, buscando determinar a influência que a adição de fibra de polipropileno causa no concreto quando submetidos as temperaturas de incêndio, averiguando como a exposição as altas temperaturas afeta a resistência a compressão do concreto.       Para sua realização foram utilizadas fibras de polipropileno de 6mm, como adição ao concreto, feita de forma desordenada, sendo as adições de 0,5%, 0,75% e 1%, o concreto foi produzido com Cimento Portland Tipo - CP-V ARI, brita 1, areia natural (média fina) e água da rede de abastecimento da cidade de Anápolis, os materiais foram misturados em uma betoneira com capacidade para 250 litros e foi utilizado um forno elétrico com controlador automático de temperatura digital para aquecer os corpos de prova as temperaturas de 300°C, 600°C e 900°C. Os resultados obtidos foram que os corpos de prova com adição de 0,5% de fibras de polipropileno apresentaram maior resistência a compressão a temperaturas de 300°C, todavia em temperaturas de 600°C os corpos de prova com adição de 0,75% de fibra foram os mais efetivos. Juntamente com isso, obteve-se que nos ensaios à 900°C, os corpos de prova de 0,5% e 0,75% demostraram um comportamento superior aos de referências.

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Publicado

2022-03-18