RELAÇÃO ENTRE QUALIDADE DE VIDA E ESCORE DE DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM ACADÊMICOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA

  • Milena Santana França UniEvangélica
  • Amanda Paiva Silva UniEvangélica
  • Mayara Bernardo Albuquerque UniEvangélica
  • Maike Tayone UniEvangélica
  • Marcos Filipe da Silva Mello UniEvangélica
  • Letícia Silvestre Angelim UniEvangélica
Palavras-chave: Ansiedade e Depressão. Qualidade de Vida. Acadêmicos.

Resumo

Introdução: A depressão e ansiedade são problemas de saúde mental prevalentes na vida de acadêmicos e podem trazer consequências negativas no desempenho universitário e no nível de qualidade de vida (QV). O uso de escalas que sinalizam sinais e sintomas de depressão e ansiedade podem ser úteis para identificá-los e gerenciá-los. Objetivo: Verificar a relação entre QV e escore de depressão e ansiedade em acadêmicos do curso de fisioterapia da UniEvangélica - Anápolis. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal realizado no curso de fisioterapia do Centro Universitário de Anápolis UniEvangélica/GO. Foram avaliados 16 discentes, que corresponderam a 10% dos alunos matriculados no curso. Estes foram selecionados aleatoriamente, com idade entre 18 e 23 anos. O Inventário de BECK de Depressão (BDI) e Ansiedade (BAI), e o Questionário de Qualidade de Vida SF-36 que possui oito domínios (quatro que medem aspectos mentais da QV e os demais os aspectos físicos) foram aplicados durante e nos intervalos de aula no período matutino. Os escores do SF-36 variam de 0 a 100, com pontuações mais altas refletindo uma melhor QV. Para verificar a relação entre os inventários e a QV, foi utilizado o coeficiente de correlação de Spearman,  considerando um p<0,05, os dados foram analisados no software Statistical Package Social Science (SPSS). Resultados: Dos alunos avaliados,  um apresentou depressão leve, três moderada e dois severa. Para o Inventário de Ansiedade foram detectados três com ansiedade leve, dois moderada e quatro severa. Houve correlação do inventário de depressão com limitação por aspectos físicos (r=-0,64, p=0,008), dor (r=-0,54, p=0,03), vitalidade (r=-0,82, p<0,001), limitação por aspectos emocionais (r=-0,51 , p=0,04), saúde mental (r=0,78, p<0,001) e escore total (r=-0,80, p<0,01). Quanto ao inventário de ansiedade, houve correlação com vitalidade (r=-0,64, p=0,009), saúde mental (r=-0,88, p<0,001) e escore total (r=-0,70, p=0,003). Conclusão: Ansiedade e Depressão realmente influenciam inversamente na QV, portanto é necessário traçar estratégias de intervenção para minimizar os prejuízos no desempenho dos acadêmicos.

Publicado
2020-01-02