EFICÁCIA DE DIFERENTES PROTOCOLOS PARA A DESCELULARIZAÇÃO DE PULMÕES

Autores

  • Vinicio Vilela da Costa Barros de Melo Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • João Pedro Ribeiro Afonso Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Ricardo Silva Moura Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Shayra Kellen Arantes Souza Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Naiza Murielly Pereira Borges Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Yago José Fagundes de Freitas Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Diego Calixto de Pina Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Luís Vicente Franco de Oliveira Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA

Palavras-chave:

protocolos, descelularização, pulmão

Resumo

INTRODUÇÃO

A Bioengenharia pulmonar é uma ferramenta terapêutica em potencial na obtenção de pulmões funcionais para transplante em pacientes com doenças pulmonares crônicas terminais. Embora a Bioengenharia apresente uma abordagem médica regenerativa para os diferentes órgãos, ela tem sido aplicada em menor escala para os pulmões, com poucos relatos de tentativas preliminares1.

A Bioengenharia pulmonar é particularmente difícil dada à variedade de células envolvidas, a complexidade estrutural da árvore brônquica e do circuito de circulação pulmonar e do envolvimento de estímulos mecânicos associados à respiração. No entanto, muitos obstáculos técnicos permanecem para se alcançar um pulmão reconstruído viável para transplante, como como o desenvolvimento de melhores protocolos para descelularização, a otimização no protocolo de recelularização, o tipo celular mais adequado para a recelularização, a endotelização da matriz vascular e o desenvolvimento de biorreatores adequados ao processo de recelularização2.

 As doenças do sistema respiratório tais como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC (enfisema pulmonar e bronquite crônica), a fibrose pulmonar idiopática (FPI), hipertensão arterial pulmonar primária, doença intersticial pulmonar e a fibrose cística (FC) resultam em danos irreversíveis na estrutura pulmonar, tendo o transplante pulmonar como indicação terapêutica quando a doença atinge uma progressão avançada22. Infelizmente, o sucesso do transplante pulmonar ainda é limitado, principalmente devido à escassez de órgãos para transplante e alta incidência de bronquiolite obliterante resultante de uma resposta aloimune provocada pelas disparidades entre o doador e os antígenos do receptor. Geralmente, de acordo com a literatura, a taxa de sobrevivência pós transplante pulmonar é de 50% com um período de sobrevida aproximadamente de cinco anos2,3 .

Diante das atuais limitações em relação às doações requerem estratégias no sentido de aumentar a disponibilidade de órgãos funcionais para transplante. Necessidade esta, reforçada pelo envelhecimento progressivo da população, o que aumenta a lista de espera de pacientes com doenças respiratórias graves incapacitantes e terminais. Como exemplo, citamos a DPOC que está prevista para ser a terceira principal causa de morte no ano de 20304,5. Neste contexto, a Medicina Regenerativa Pulmonar tem sido considerada como uma alternativa terapêutica em potencial, porém as pesquisas atuais não chegaram a obter um pulmão funcional que possa ser transplantado em um ser humano. Portanto, mais esforços científicos são necessários6 .

Referências

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Nichols JE, et al. Design and development of tissue engineered lung: Progress and challenges. Organogenesis.2009;5:57-61

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Publicado

2022-11-30

Edição

Seção

ICEX_CIPEEX