EMPREGO DE GEOSSINTÉTICOS EM OBRAS DE ATERROS SANITÁRIOS

  • Adayl Pereira Duarte Filho Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA
  • Ana Paula Martins Silva Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA
Palavras-chave: Aterros, Geossintéticos, Resíduos Sólidos., Geomembrana

Resumo

O presente trabalho tem como intuito central o aprofundamento do conhecimento relacionado as obras de aterros sanitários e a aplicação dos geossintéticos, em especial as geomembranas neste modelo de construção. Para alcançar os objetivos propostos, diversas pesquisas bibliográficas foram efetuadas para se obter informações sobre o emprego dos geossintéticos em aterros sanitários. As fontes utilizadas são documentos e instituições ligadas a questões ambientais, como a PNRS e Abrelpe. Também foram utilizados dissertações, artigos, normas e livros relacionados à Engenharia Geotécnica e Sanitária. Para composição do estudo de caso, foi analisada através de pesquisas bibliográficas a ampliação do aterro da cidade de Santo André, no Estado de São Paulo, apresentando os produtos geossintéticos aplicados nesta obra e o resultado obtido. No Brasil, os resíduos sólidos representam um dos principais problemas ambientais. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2017 foram produzidos 78,4 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos no país, sendo que 42,3 milhões de toneladas foram enviadas para aterros sanitários. Considerando o histórico de manejo inadequado dos resíduos urbanos no país, em 2010 a PNRS (Política Nacional dos Resíduos Sólidos) definiu que os rejeitos deveriam ser dispostos em aterros sanitários, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos à saúde pública, à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos. Neste tipo de infraestrutura, os geossintéticos são uma grande alternativa em relação aos materiais construtivos tradicionais como areia, argila e brita, pois são economicamente viáveis, de prático manejo e colabora para o bom desempenho da drenagem, filtração, proteção, reforço, separação, controle de erosão e impermeabilização. Para que um geossintético cumpra de modo eficaz a sua função ao longo da vida útil da obra, sobrevivendo a processos de armazenamento, manuseamento e aplicação, é necessário que este possua algumas propriedades, que podem ser divididas em propriedades físicas (massa por unidade de área, espessura, densidade relativa dos polímeros e a dimensão e distribuição das aberturas), mecânicas (tração, resistência ao rasgamento e punçonamento estático e dinâmico e atrito), hidráulicas (permissividade e transmissividade) e de durabilidade (danificação durante a instalação e a abrasão). No município de Santo André, no estado de São Paulo, foi executado a aplicação de Geocompostos Betoníticos, Geomembrana de PEAD NeoPlastic e geotêxtil não tecido para a impermeabilização da fase I do aterro sanitário, que receberá resíduos de Classe II A (não inertes) e estima-se que fique ativa por dois anos. O emprego dos materiais geossintéticos na ampliação desse aterro permitiu um ganho de volume para a disposição dos resíduos devido à substituição de parte da camada do solo compactado, a diminuição da permeabilidade pelo uso da Geomembrana de PEAD NeoPlastic, não contaminação do solo pela infiltração do percolado, alta resistência mecânica, maior controle de qualidade e facilidade de instalação.

Publicado
2019-01-11
Seção
LACEC Liga Acadêmica Científica de Engenharia Civil