ARMADILHA PARA AVALIAÇÃO DE VOO E CAPACIDADE DE PARASITISMO DE COTESIA FLAVIPES (CAMERON) (HYMENOPTERA: BRACONIDAE)

Autores

  • Alan Carlos de Oliveira Castro
  • Marco Túlio Pimenta Oliveira
  • Daniel Ferreira Caixeta

Palavras-chave:

Cana de Açúcar, Diatraea Saccharalis, Parasitóide, Captura

Resumo

Um dos métodos mais utilizados para avaliação da capacidade de parasitismo de Cotesia flavipes em campo consiste no uso de lagartas sentinelas, entretanto, esse método possui diversas limitações. Assim, o objetivo desse estudo foi desenvolver armadilhas que possibilitem avaliar o voo e parasitismo de C. flavipes. Os testes foram realizados com liberações de 1500 indivíduos cada, e as armadilhas foram posicionadas a um metro de distância do ponto de liberação. Após testes preliminares, observou-se que a presença de um fago estimulante e estímulo olfativo na entrada da armadilha, associado ao uso de cana como alimento da isca promoveu uma captura média de 68 adultos por armadilha em três liberações. A armadilha foi confeccionada com garrafa pet de água (600 ml), cortada a 10 cm da boca. A secção do gargalo foi invertida de modo que houvesse um encaixe perfeito com a base, formando uma espécie de "funil". O orifício de entrada foi reduzido utilizando mangueiras plásticas com 19, 7 e 5 mm de diâmetro sobrepostas de forma escalonada e fixadas com cola quente. Na face interna do "funil" foi aplicada graxa (Acoplalub®) para evitar saída dos parasitóides. A armadilha possui três estímulos: alimentar com um chumaço de algodão embebido em caldo de cana na entrada da armadilha, olfativo com fezes do hospedeiro na face externa do "funil", e a presença de 10 lagartas entre o 4° e 5° ínstar (hospedeiros) em discos de cana com cerca de 1,5 cm de largura no interior da armadilha como iscas.

Downloads

Publicado

2015-12-30

Edição

Seção

CIPEEX 2015 - FACEG - Poster