ATIVIDADE ANALGÉSICA DE UM NOVO DERIVADO PIPERAZÍNICO: (3,5-DI-TERT-BUTYL-4-HYDROXYPHENYL) (4-METHYLPIPERAZIN-1-YL) METHANONE

  • Aline Nazareth MARTINS
  • Marly Pereira da SILVA
  • Jose Luís Rodrigues MARTINS

Resumo

A palavra “dor” vem do latim “dolore”, que significa sofrimento. A dor é um dos componentes essenciais do sistema de defesa do organismo frente a um agente nocivo, levando um rápido aviso ao sistema nervoso para iniciar uma resposta (DOURADO et al., 2004). A Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) define esta como sendo uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual real ou potencial ou descrita em termos de tal dano (KLAUMANN et al., 2008). A dor abrange dois componentes: a percepção e a nocicepção. A percepção estaria relacionada aos aspectos subjetivos e é modulada pela emoção e condição psicológica, enquanto a nocicepção resultaria da lesão, com consequente liberação de mediadores inflamatórios e ativação do sistema nervoso (VERRI et al., 2006; MELZACK, 1999).

No mercado farmacêutico existem duas grandes classes de fármacos antiinflamatórios: os Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), divididos em primeira e segunda geração e os Anti-inflamatórios esteroidais, também chamados de glicocorticoides. Os AINES são os medicamentos mais utilizados no tratamento da inflamação e dor inflamatória apesar de apresentarem riscos de danos gastrointestinais e cardiovasculares graves aos usuários ((HWANG et al., 2013). Desta forma, inúmeros são os trabalhos de pesquisas que buscam sintetizar e avaliar farmacologicamente novas moléculas anti-inflamatórias, visando a descoberta de fármacos que apresentem maior eficácia terapêutica e menores efeitos adversos.

Publicado
2019-01-23