CONHECIMENTO E PERCEPÇÃO DA SAÚDE DO ADOLESCENTE NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE FAMÍLIA EM ANÁPOLIS - GO: PERSPECTIVA DOS MÉDICOS E AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE.

  • Nathalia Tavares da Silva UniEvangélica
  • Nathalia Aidar Bittar
  • Karla Cristina Naves de Carvalho
Palavras-chave: adolescência, agente comunitário de saúde, médico, atenção básica

Resumo

A adolescência é um período marcado por intensas mudanças, conscientização da sexualidade, estruturação da personalidade e integração social, sendo também uma faixa etária com alta suscetibilidade a doenças infectocontagiosas – principalmente DSTs –, depressão e uso abusivo de álcool. Neste contexto, é essencial oferecer um atendimento básico integralizado para essa população, proporcionando acolhimento, detecção e resolução precoce de patologias e problemas sociais. Esse estudo objetivou descrever sobre a Atenção à Saúde do Adolescente através do ponto de vista dos Agentes Comunitários da Saúde e dos Médicos das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) do município de Anápolis-GO, analisando o conhecimento e a percepção dos mesmos, identificando os programas de saúde existentes para os adolescentes, bem como a aplicação e eficácia destes. Trata-se de estudo exploratório, descritivo e qualitativo, realizado com um ACS e um médico de 5 UBSFs da cidade de Anápolis-GO, totalizando-se 10 participantes. Os dados foram coletados via entrevista semiestruturada e organizados por meio da técnica de análise temática. Identificou-se nos resultados que a deficiência na atenção saúde do adolescente não se deve apenas às falhas na Estratégia de Saúde da Família, mas políticas públicas fragmentadas e mal-aplicadas, e falta de ações de promoção de saúde e prevenção, levando informação para o adolescente. Medo, ansiedade e aflição são comuns nessa faixa etária e muitas vezes, essas emoções dificultam a aproximação dos mesmos com os serviços de saúde. É, portanto, papel dos profissionais da saúde fazerem o acolhimento adequado e criarem vínculos com esses indivíduos. Conclui-se que, apesar dos entrevistados reconhecerem suas limitações e elucidarem a necessidade de um cuidado diferenciado com os adolescentes, pouquíssimo tem sido feito para melhorar a qualidade da saúde, carecendo de reorganização da atenção e práticas, buscando novos caminhos para o atendimento integral e humanizado dessa população.

Publicado
2019-01-24