DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA PARA A ESPÉCIE Astronium fraxinifolium Schott (ANACARDIACEAE) NO ESTADO DE GOIÁS

  • Josiel Araujo Lemes
  • Francielly Alves de Sá
  • Bruno Junior Neves
  • Lucimar Pinheiro Rosseto
  • Josana de Castro Peixoto
Palavras-chave: Astronium fraxinifolium, Goiás, Variáveis bioclimáticas, Cerrado

Resumo

O Cerrado é um dos seis biomas brasileiros, considerado o segundo maior, portando a mais rica flora e um alto índice de endemismo, sendo biologicamente um dos mais diversificados do mundo. O Cerrado apresenta grande importância tanto ecológica quanto social, mais vem vivenciando com grandes pressões nas últimas décadas, sendo o bioma mais afetado com a crescente ocupação humana. A Astronium fraxinifolium Schott é uma espécie botânica, da família Anarcadiaceae. A espécie possui como principal atrativo comercial a madeira pesada, compacta, rígida, de grande durabilidade sob condições naturais, apresentando resistência ao ataque fúngico com cerne interno rosado e bastante espesso. A Astronium fraxinifolium Schott foi indicada como ameaçada de extinção na categoria vulnerável. Este trabalho objetivou determinar a distribuição da espécie A. fraxinifolium no estado de Goiás e identificar as variáveis ambientais que influenciam na sua distribuição. O trabalho foi dividido em três etapas, sendo eles o pré-processamento, modelagem, pós-processamento. A primeira etapa constituiu da obtenção dos registros de ocorrência da A. fraxinifolium, organização e padronização. Na etapa de modelagem foram realizados cálculos de correlação entre as variáveis bioclimáticas e construção do modelo utilizando o software MaxEnt. Na última fase os resultados dos cálculos estatísticos foram analisados.  Foram obtidos 133 pontos de ocorrências da espécie A. fraxinifolium para o estado de Goiás. Após a padronização e eliminação de dados redundantes restaram 70 pontos de registros, os quais foram utilizados para construção do modelo. Foram utilizadas 35 amostras de treinamento, para a amostra de teste foram um total de 15, para o teste AUC o resultado foi de 0.85 evidenciando um modelo confiável. O valor da omissão mínima no teste de presença de treinamento foi de 0.2, ou seja, dentro aceitável. A probabilidade mínima do binômio de presença de treinamento, ficou em 0,0001. Tendo em vista os dados gerados no presente trabalho, o levantamento da distribuição da espécie, não só contribui com maior número de informação e dados da espécie como na sua distribuição no Cerrado goiano sobre características bioclimáticas.

Referências

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente – MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite. Acordo de Cooperação Técnica MMA/IBAMA: Monitoramento do Bioma Cerrado 2008 a 2009, Brasília, DF, p.55, 2011.
CRIA - SpeciesLink. 2011. Disponível em: . Acesso em 13 set. 2018.
DALAPICOLLA, J. 2016. Tutorial de modelos de distribuição de espécies: guia prático usando o MaxEnt e o ArcGIS 10. Laboratório de Mastozoologia e Biogeografia, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2018.
FEITOSA, D. G. et al. Crescimento de mudas de gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium) sob diferentes fontes e doses de nitrogênio. Revista Árvore, p. 401-411, 2011
SANTOS, M. A. et al. O cerrado brasileiro: notas para estudo. Belo Horizonte, Cedeplar, Dissertação, Universidade Federal de Minas Gerais, 2010.
SARTIN, Rodolph Delfino. O gênero Justicia L. (Acanthaceae) no estado de Goiás. 2015. Dissertação (Mestrado em Botânica) - Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-09032016-141812/pt-br.php>. Acesso em: 15 set. 2018.
SIEG – Sistema Estadual de Geoinformação. Atlas do Estado de Goiás - IMB – 2014. Disponível em: < http://www2.sieg.go.gov.br/post/ver/189086/atlas-do-estado-de-goias---imb---2014>. Acesso em 14 set. 2018.
TORRES-REYNA. O. Introduction to RStudio. Princeton University. 2013. Disponível em: < https://dss.princeton.edu/training/RStudio101.pdf>. Acesso em 05 set. 2018
GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS. Gabinete Civil da Governadoria Superintendência de Legislação. Assembleia Legislativa do estado de goiás. 1992.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Av. Franklin Roosevelt, 166 - Centro 20021-120 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil Prod. agric. munic., Rio de Janeiro, v. 43, p.1-62, 2016.
LEITE, E. J. State-of-knowledge on Astronium fraxinifolium Schott (Anacardiaceae) for genetic conservation in Brazil. Perspectives in Plant Ecology, Evolution and Systematics, v. 5, n. 1, p. 63-77, 2002.
LIVRO VERMELHO DA FLORA DA BRASIL. Organização Gustavo Martinelli, Miguel Avila Moraes; tradução Flávia Anderson, Chris Hieatt. - 1. ed. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2013. 1100 p.; 30 cm.
LORENZI. H. C.; Arvores Brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum 1992.
MACEDO, M.; FERREIRA, A. R. Plantas medicinais usadas para tratamentos dermatológicos, em comunidades da Bacia do Alto Paraguai, Mato Grosso. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 14, p. 40-44, 2004.
MONTEIRO, L. M. et al. Planejamento para a conservação de plantas ameaçadas no cerrado brasileiro. Dissertação, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2017.
PIRES, I. E. Conservação e Melhoramento genético de Espécies Florestas: Série Técnica IPEF, v. 19, n. 40, p. 14, 2015.
PPCDAm. Planos de Ação para a Prevenção e o Controle do Desmatamento. TerraClass. 2013.
SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P.; RIBEIRO, J. F. Cerrado: ecologia e flora. Brasília-DF: Embrapa Informações Tecnológicas, v. 1, 2008. p. 151-212.
STRASSBURG, B. et al. Moment of truth for the Cerrado hotspot. Nat. Ecol. Evol, v. 1, p. 1-3, 2017.
VIEIRA, R. F.; CAMILLO, J.; CORADIN, L. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro: Região Centro-Oeste. Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia-Livro científico (ALICE), 2016.
YOKOMIZO, G. K. I.; DO NASCIMENTO COSTA, L. O uso do cerrado amapaense e os recursos vegetais. DRd-Desenvolvimento Regional em debate, v. 6, n. 3, p. 164-177, 2016.
Publicado
2019-01-25
Seção
IX Simpósio Nacional de Ciência e Meio Ambiente – SNCMA