CARACTERIZAÇÃO MORFOMÉTRICA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DAS ALMAS, MICRORREGIÃO DE CERES (GO)

  • Maria Gonçalves da Silva Barbalho
  • Paulo Cesar Rocha
  • Francisco Leonardo Tejerina Garro
  • Josana de Castro Peixoto
  • Cristiane Gonçalves Moraes
Palavras-chave: Uso da terra, Recursos hídricos, risco, Sistema de Informação Geográfica.

Resumo

Para os estudos sobre as características da bacia hidrográfica é utilizada a análise morfométrica. Este trabalho teve como objetivo quantificar os parâmetros morfométricos e construir um modelo digital de elevação (MDE) para a bacia hidrográfica do rio das Almas, Microrregião de Ceres (GO), localizada na região centro-norte do Estado de Goiás, com uma área de 10.246,40 km². A metodologia baseou-se no uso de Imagem de Satélite RapidEye, com resolução espacial de 5 metros e das imagens Shuttle Radar Topographic Mission - SRTM, resolução de 30m, para elaboração do MDT e de um sistema de informação geográfica (SIG), como o ARCVIEW 10.3 e SPRING 5.27. A rede de drenagem bacia hidrográfica do rio das Almas apresenta o padrão geral dendrítico, embora apresente em algumas áreas feições que evidencia o controle estrutural. A análise morfométrica (areal e linear) apresentou resultados que facilitaram a compreensão de forma integrada dos processos hidrogeológicos da bacia hidrográfica do Rio das Almas, Microrregião de Ceres. O trecho estudado da bacia hidrográfica do Rio das Almas apresentou uma amplitude altimétrica, entre a altitude da foz e a do ponto mais alto do seu curso, de 200 metros. Os terrenos da bacia não apresentam um bom grau de infiltração possibilitando um maior escoamento superficial, não sujeita a enchentes, exceção nas estações chuvosas anômalas com índices pluviométricos elevados.

Referências

ALMEIDA, F. F. M. 1977. O Cráton do São Francisco. Revista Brasileira de Geociências, 7:349-364.
BARBALHO, M. G. S, SILVA, S.; DELLA GIUSTINA, C. C. Avaliação temporal do perfil da vegetação da microrregião de Ceres através do uso de métricas de paisagem. Boletim Goiano de Geografia, vol. 35, nº 3, 2015.
CARDOSO, M. R. D; MARCUSO, F. F. N; BARROS, J. R. Classificação climática de Koppen-Geiger para o Estado de Goiás e o Distrito Federal. Acta geográfica, vol. 8 nº 16, jan./mar., 2014. p.44-55.
CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. São Paulo: Edgard Blucher, 2 ed. 1980.
FARIA, T.de O.; VECCHIATO, A.B.; SALOMAO, F. X. de T.; SANTOS JR, W. A.Morphopedologic approach for diagnosis and control of erosion. Rev. Ambient. Água [online]. 2013, vol.8, n.2, pp.215-232.
GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S.B. Degradação Ambiental. In.: Geomorfologia e Meio Ambiente, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
HORTON, R. E. Erosional development of streams and their drainage basins: hidrophysical approach to quantitative morphology. Geol. Soc. America Bulletin (1945), 56 (3), pp. 275-370.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Manual Técnico de Uso da Terra. 3ª edição. Rio de Janeiro. 2013.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Rio de Janeiro: Mapas de Geologia, Geomorfologia e Solos na escala 1:250.000.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Rio de Janeiro: Censo demográfico 2010.
Instituto Mauro Borges - IBM - Estatísticas Georreferenciadas - BDE-Goiás.
KETTELUTH,J.T.S.; RODRIGUES, F. A.; GARRIDO, R.J.; PAIVA, F.; CORDEIRO NETO, O.; RIZZO, H. Aspectos legais, institucionais e gerenciais. In: O Estado das águas no Brasil. Brasilia, DF. Ameel: ANA, 1999.
LANNA, A.E. Inserção da gestão das águas na gestão ambiental. In.: MUÑOZ, H.R. Interfaces da gestão de recursos hídricos:desafios da lei de águas de 1997.2. ed. Brasilia, DF. Secretaria de Recursos Hídricos, 2000.p.75-108.
LACERDA FILHO, J. V. de; FRASCA, A. A. S. Compartimentação Geotectônica. In: Geologia do Estado de Goiás e Distrito Federal. Programa Geologia do Brasil: Integração, Atualização e Difusão de Dados da Geologia do Brasil. Goiânia: CPRM/SIC-FUNMINERAL, 2008.
MAMEDE, L; NASCIMENTO, M. A. L. S; FRANCO, M. Geomorfologia, In. Projeto RADAMBRASIL. Folha SD 22 Goiás. Rio de Janeiro, 1981 (Levantamento de Recursos naturais, 25).
NASCIMENTO, M. A. L. Geomorfologia do Estado de Goiás. Boletim Goiano de Geografia, vol. 12, nº 1, Jan-Dez de 1991.
PEREIRA JÚNIOR, L. C. O uso da água em Goiás, potencialidade, demanda para irrigação por pivôs centrais e perspectivas. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2017.
RIBEIRO, J. F; WALTER, B. M. T. Fitofisionomias do bioma Cerrado. In: SANO S.M; ALMEIDA S. P. Eds. Cerrado: Ambiente e Flora. Planaltina: EMBRAPA - CPAC. 1998. p. 89-168
STRAHLER, A. N. Hypsometric (Area-Altitude) Analysis of Erosional Topography. Geological Society of America Bulletin 1952; 63;1117-1142
VILLELA, S. A; MATTOS, A. Hidrologia Aplicada. São Paulo. Ed. Mangre-Hill do Brasil, 1ª ed., 1975.
Publicado
2018-12-20
Seção
IX Simpósio Nacional de Ciência e Meio Ambiente – SNCMA