VEGETAÇÃO RIPÁRIA E OS CURSOS D’ÁGUA: abordagem conceitual

  • Isabella Alves Costa
  • Josiel Araújo Lemes
  • Fernando Gomes Barbosa
  • Josana de Castro Peixoto
Palavras-chave: vegetação ripária, cursos d’água, preservação ambiental

Resumo

A vegetação ripária, também denominada mata ciliar, vegetação ribeirinha ou vegetação ripícola, é a definição atribuída à vegetação que ocorre nas margens de rios e mananciais e tem como função principal proteger os cursos d’água do assoreamento. Em função de sua importância, essa vegetação encontra-se protegida pela legislação brasileira como Áreas de Preservação Permanente (Lei no. LEI Nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e, Resolução do CONAMA no. 303 de 2002). O presente artigo visa apresentar as principais características acerca deste ecossistema, explicitando sua importância para o equilíbrio do meio ambiente. Ao avaliar e aferir o material cientifico relacionado a relevância do ecossistema ripário, constata-se que os inúmeros benéficios da mesma são de alto relevância tanto ecológica quanto social. Um exemplo de tais benéficios é a absorção da radiação solar e a prevenção de assoreamento dos mananciais. Mesmo com o direito de um ecossistema em equilíbrio citado na Constituição Federal Brasileira de 1988, o percurso para inserir o mesmo ainda não foi alcançado, pois há vários aspectos nos quais devem ser (re) analisados e discutidos, para que se possa adquirir uma evidente progressão.

Referências

ALBUQUERQUE, Lidiamar Barbosa, et al. Restauração ecológica de matas ripárias: uma questão de sustentabilidade. Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2010. Disponível em: Acesso em: 10 maio 2014.
BARBOSA, Erivaldo Moreira; BATISTA, Rogaciano Cirilo; BARBOSA, Maria de Fátima. Gestão dos recursos naturais: uma visão multidisciplinar. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2012. 420 p.
Conselho Nacional do Meio Ambiente (Brasil). Resoluções do Conama: Resoluções vigentes publicadas entre setembro de 1984 e janeiro de 2012. / Ministério do Meio Ambiente. Brasília: MMA, 2012. 1126 p. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/processos/61AA3835/LivroConama.pdf>. Acesso em: 05 maio 2014.
EMBRAPA CERRADOS, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Disponível em: www.cpac.embrapa.br>. Acesso em 10 maio 2014.
FIRMINO, Waldivino Gomes. Análise do Impacto da Ação Antrópica na Microbacia do Córrego Lava-Pés em Ipameri – Goiás. Pires do Rio: Universidade Estadual de Goiás –UEG, 2003. Disponível em: . Acesso em: 10 maio 2014.
GONÇALVES, R. M. G.; GIANOTTI, J. D. G.; SILVA, A. Aplicação de modelo de revegetação em áreas de produção, visando à restauração ecológica da microbacia do córrego da fazenda Itaqui, no Município de Santa Gertrudes, SP. Revista do Instituto Florestal, v. 17, n. 1, p. 73-95, jun. 2005.
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Áreas de Preservação Permanente e Unidades de Conservação & Áreas de Risco. O que uma coisa tem a ver com a outra? Relatório de Inspeção da área atingida pela tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro / Wigold Bertoldo Schäffer... [et al.]. – Brasília: MMA, 2011.
INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (ICMBio). Mata Ripária. 2014 Disponível em: . Acesso em: 10 maio 2014.
Legislação de Recursos Hídricos do Estado de Goiás / Conselho Estadual de Recursos Hídricos, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Superintendência de Recursos Hídricos. - 1. ed. - Goiânia: 2012.
MARTINS SV. Recuperação de matas ciliares. Viçosa: CPT; 2007.
PHILIPPI JR, Arlindo; PELICIONI, Maria Cecília Focesi. Educação Ambiental e sustentabilidade. São Paulo: Manole, 2005.
RIBEIRO, Paulo Roberto Cleyton de Castro; RIBEIRO, Jadson Jordão. et al. Métodos de recuperação de mata ciliar como proposta de recuperação de nascentes no cerrado. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer, Goiânia, v.8, n.15. 2012. Disponível em: . Acesso em 04 maio 2014.
RIBEIRO, J. F.; WALTER, B. M. T. As Principais fitofisionomias do bioma Cerrado. In: SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P.; RIBEIRO, J. F. (Ed.). Cerrado: ecologia e flora. Brasília: EMBRAPA Informações Tecnológicas, 2008. p. 152-212.
TELES, S. S; DIEGUEZ, M. R. et. (2010). Código Florestal: desafios e perspectivas. São Paulo: Editora Fiuza (Coleção Direito e Desenvolvimento Sustentável).
SONODA, K. C. Efeito da vegetação ripária na qualidade do recurso hídrico no Distrito Federal. Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2010. Disponível em: . Acesso em: 02 maio 2014.
SUPERINTENDÊNCIA DE RECURSOS HÍDRICOS. Termos empregados em gestão de recursos hídricos. 2014. Disponível em: . Acesso em: 10 maio 2014.
ZAKIA, Maria José Brito. Identificação e caracterização da zona ripária em uma microbacia experimental: implicações no manejo de bacias hidrográficas e na recomposição de florestas. São Paulo, 1998. Disponível em: < http://www.ipef.br/servicos/teses/arquivos/zakia,mjb.pdf >. Acesso em: 05 maio 2014.
BARROS, Andreia Almeida. Programa de recuperação sustentável de mata ciliar do rio taquari conduzido pelo ministério público do rio grande do sul. Lajeado, 2017. Disponível em: https://scholar.google.com.br/scholar?start=10&q=matas+rip%C3%A1rias&hl=pt-PT&as_sdt=0,5&as_ylo=2018.
Publicado
2018-12-20
Seção
IX Simpósio Nacional de Ciência e Meio Ambiente – SNCMA