SÍNDROME DE FRAGILIDADE NO IDOSO: UM RELATO DE CASO DAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA

  • Miguel Ângelo Alves Dutra
  • Marcelo Mota de Souza Duarte
  • Aila Martins de Oliveira
  • Rodolfo Lopes Vaz
  • Lara Layane Lopes de Castro
  • Luciana Caetano Fernandes
Palavras-chave: Fragilidade, abrigos, independência funcional, saúde mental

Resumo

A síndrome da fragilidade tem sido descrita como a diminuição de reservas fisiológicas e aumento da vulnerabilidade dos indivíduos a agentes estressores, reduzindo sua capacidade de adaptação homeostática, ou seja, de resiliência. O objetivo desse trabalho foi relatar a evolução clínica de um idoso institucionalizado em relação à síndrome da fragilidade.Idoso, de 80 anos, residente em uma instituição de longa permanência (ILPI), no município de Anápolis, desde 2015. O idoso apresenta distúrbio psiquiátrico (esquizofrenia). Em 2016 o idoso foi considerado como pré frágil, apresentando autonomia, apesar da baixa acuidade visual. Um ano depois, o mesmo tornou-se frágil, já com certou grau de dependência para a execução das atividades de vida diária (AVDs). Em 2018, a fragilidade persistiu, as comorbidades já existentes agravaram e surgiram novas morbidades, como a síndrome de Parkinson e perda da audição, o que promoveu isolamento social do idoso bem como uma dependência do mesmo para a execução das AVDse uma piora na mobilidade funcional do idoso. Observou-se através desse relato de caso, uma rápida fragilização desse idoso institucionalizado e perda de autonomia. Não existe na ILPI do estudo nenhum incentivo para práticas de atividade física ou de desenvolvimentos de atividades manuais, recreativas que socializem o idoso e possa diminuir o impacto da institucionalização na saúde do idoso.

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Publicado
2018-12-27
Seção
XV Mostra de Saúde - 10 anos do Curso de Medicina