PREVALÊNCIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM GRUPOS VULNERÁVEIS DE DIFERENTES REGIÕES DO BRASIL NO PERÍODO DE 2005 A 2018

  • Gabriela Arantes Araújo
  • João Nascimento Mendonça Neto
  • Karoline Mariane Julião
  • Lucas Lourenço Almeida
  • Rafaella Lorrayne Aquino Neto
  • Rafael Monteiro de Paula
  • Renata Silva do Prado
Palavras-chave: Hipertensão arterial sistêmica. Vulneráveis. Saúde.

Resumo

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é definida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia como uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA maior ou igual a 140x90mmHg). Este estudo teve por objetivo avaliar a prevalência de hipertensão arterial sistêmica, considerando as variáveis: sexo, escolaridade e idade nas comunidades quilombolas, indígena, ribeirinhas e rurais em comparação ao panorama nacional. Este trabalho foi realizado através de consulta em base de dados na SciELO, Google Acadêmico e LILACS, por meio de periódicos científicos referentes ao assunto abordado tendo como descritores: Hipertensão Arterial Sistêmica, HAS, Hipertensão e Norte, Hipertensão e Nordeste, Hipertensão e Centro-oeste, Hipertensão e Sudeste, Hipertensão e Sul. Os textos foram analisados de forma completa, sendo selecionados os que correspondiam ao tema abordado. Em geral, notou-se ligeira predominância em indivíduos do sexo feminino, maiores de 60 anos e não alfabetizados. E quando comparada a prevalência de HAS nesses grupos com os estados em que estão localizados verifica-se valores mais elevados. Conclui-se que estratos sociais mais baixos como os abordados no estudo em questão são fatores que interferem diretamente na saúde dos indivíduos.

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Publicado
2018-12-27
Seção
XV Mostra de Saúde - 10 anos do Curso de Medicina