PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO CÂNCER DE PÊNIS E SUAS CONSEQUÊNCIAS PSÍQUICAS

  • Mariana Malagoni Wind
  • Luana Mendonça Siqueira Fernandes
  • Déborah Helena Pereira Pinheiro
  • Verônica Reis Ferreira
  • Ana Carolina Guterres Gabriel
  • Constanza Thaise Xavier Silva
Palavras-chave: Câncer de pênis. Epidemiologia. Penectomia.

Resumo

O câncer de pênis é uma neoplasia maligna rara que manifesta-se comumente como lesão ou tumoração. A finalidade do estudo foi identificar o perfil epidemiológico e as consequências psíquicas associadas ao câncer de pênis. Trata-se de uma mini revisão realizada nos bancos de dados PUBMED (National Library of Medicine and National Institutes of Health), SciELO (Scientific Eletronic Library Online) e INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Os artigos analisados indicaram que o estereótipo dos enfermos afetados com o câncer caracteriza-se majoritariamente por homem, heterossexual, casado, entre 35 a 50 anos. Verificou-se, também, que a prevalência da maioria dos casos ocorre em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, com destaque para o Brasil.  Tal prevalência é explicada por diversos fatores de risco, sendo os principais : má higiene íntima, presença do vírus do papiloma humano (HPV) e o atraso na procura por ajuda médica. Na maioria dos casos, o tratamento do câncer de pênis requer a penectomia total ou parcial, alternativa essa que pode se mostrar devastadora para a saúde psíquica e bem-estar do paciente. Nota-se, portanto, que no caso deste carcinoma, quanto mais agressivo o tratamento, maior seu impacto negativo sobre o âmbito psicossocial. Além disso, o diagnóstico precoce e a assepsia diária do órgão genital se mostram fundamentais na prevenção de tal neoplasia maligna.

Referências

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Publicado
2018-12-28
Seção
XV Mostra de Saúde - 10 anos do Curso de Medicina