LESÕES MUSCULARES EM ATLETAS DO SEXO MASCULINO NO CENTRO DE ESTUDOS E ATENDIMENTO EM FISIOTERAPIA

  • Bruno Martins de Oliveira
  • Alexia Bianca Martins Dantas
  • Daniel Flávio Gomes de Jesus
  • Gabriel Sanches Silva
  • Hanniele de Jesus Moreira
  • Iwgor Lopes Campos Martins Diniz
  • Pedro Paulo Oliveira Mota
  • Daniella Alves Vento
  • Wesley dos Santos Costa

Resumo

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi caracterizar e determinar a frequência de lesões musculares de atletas (homens) atendidos em um centro universitário de atendimento em fisioterapia e reabilitação. Pontos fundamentais: Os autores apresentam a contextualização das lesões musculares (LM) no centro universitário de São Paulo ressaltando estas lesões em atletas profissionais de atletismo sendo um fator de risco as explosões, excesso de treino, impacto com o solo, entre outros riscos. Foram analisados 152 prontuários com diferentes lesões desportivas, com 47 registros de LM em homens, correspondente a 30,9%(47) do total e com isso registradas apenas LM grau 1 e grau 2, ressaltando que 48%(73) dos casos apresentam históricos de lesões previa no local, tal fato foi considerado um preditor para lesões no tecido muscular. As variáveis analisadas na pesquisa foram: como idade, tempo de tratamento, histórico de recidivas, modalidades esportivas e dados antropométricos-estrutura, peso e índice de massa corpórea. Além da alta prevalência sobre a modalidade atletismo, o mesmo cenário pode ser observado em praticantes de futebol, basquetebol, rúgbi, dentre diversas modalidades olímpicas. O artigo mostra que dentre todos fatores pesquisados o excesso de treinamento e um fator principal por estas LMs. Avaliação crítica: O artigo avaliado apresenta razoável capacidade de definir atletas profissionais e atletas amadores nas várias modalidades entrando a fundo só em atletismo e futebol. Quanto aos fatores associados as lesões musculares (LM) estabelece o atletismo profissional com maior peso na pesquisa, enquanto nas outras modalidades foram analisadas apenas atletas juniores ou de nível amador, seria de grande valor se abrangessem atletas de alta performance em todas as modalidades citadas, e como limitações dos estudos, destaca-se a falta de exames de imagem, bem como a ausência de testes clínicos padronizados para estabelecer a magnitude da lesão. Por fim, uma conclusão bem elaborada é que as LMs registradas em atletas do sexo masculino acometem principalmente a parte posterior da coxa independente da modalidade atlética. 

Publicado
2019-01-02
Seção
XV Mostra Acadêmica do Curso Fisioterapia